terça-feira, 27 de julho de 2010

Informações Engenharia Elétrica

Levar energia elétrica a 15 milhões de brasileiros privados dessa comodidade é meta a ser cumprida até o fim de 2010. Desde 2003, quando o programa Luz para Todos foi implantado pelo Ministério de Minas e Energia, mais de 9 milhões de brasileiros passaram a ter acesso à eletricidade.O principal objetivo do programa é iluminar áreas rurais de norte a sul do país, e os engenheiros eletricistas são profissionais diretamente implicados nesse processo. "Esse profissional ajuda na construção da infraestrutura necessária ao desenvolvimento do Brasil", afirma Paulo Ricardo Bombassaro, gerente do Departamento de Engenharia e Planejamento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Energia).

O engenheiro eletricista está presente em todos os aspectos que envolvem a energia, desde a geração, a transmissão, o transporte e a distribuição até o uso nas residências e no comércio. Além disso, planeja, supervisiona e executa projetos nas áreas de eletrotécnica, relacionadas à potência da energia. Dependendo de sua especialização, esse profissional pode se dedicar a outros mercados, ampliando as chances de contratação. Em Eletrônica, ele estará habilitado a construir e a aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial, no desenvolvimento decomponentes eletroeletrônicos, na operação e manutenção de equipamentos em hospitais eclínicas e em projetos de instalações elétricas em indústrias, comércios e residências. Além das concessionárias de energia, o graduado encontra emprego em empresas de telecomunicações (desde fábricas de celulares até operadores de sistemas de comunicação), indústrias de equipamentos, automação, fábricas de motores e geradores, consultorias ou em empresas prestadoras de serviços em computação.

O mercado de trabalho

Apesar da crise econômica mundial, iniciada em 2008, quem procura emprego na área não encontra dificuldade. "Há espaço no país para atuação do engenheiro elétrico. Prova disso é que os alunos da última turma formada aqui tiveram certa facilidade para se colocar profissionalmente", afirma José Antenor Pomilio, coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo. Além das tradicionais áreas de transmissão e distribuição de energia elétrica, com demanda em todo o Brasil, há procura pelo especialista por parte de centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas e indústrias. Muitas companhias multinacionais, como a Freescale Semicondutores, recém-instalada em Campinas, contratam engenheiros elétricos para desenvolver e testar novos produtos, além de participar de processos de gestão internos. Outros dois campos em ascensão são o de telecomunicações e o de tecnologia da informação,aquecidos em razão da chegada da TV digital ao país e do uso das redes elétricas para a transmissão de dados. A maioria das vagas encontra-se nas regiões Sudeste e Sul, que contam com pólos industriais bastante desenvolvidos. Mas o Norte e o Nordeste, carentes de mão de obra especializada, também demandam profissionais.

O curso

Prepare-se para enfrentar muito cálculo. O currículo começa com disciplinas básicas, como matemática, física e informática. As contas acompanham o aluno também nas aulas de economia e administração. A parte mais interessante fica por conta das aulas práticas e dos experimentos em laboratório, que costumam aparecer desde o início da graduação. A formação profissionalizante tem início no terceiro ano, com aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais elétricos, sistemas digitais e eletromagnetismo, entre outras. O estágio é obrigatório e, geralmente, feito a partir do quarto ano.

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

Automação
Projetar equipamentos eletrônicos destinados à automação de linhas de produção industrial.

Eletrônica
Desenvolver circuitos eletrônicos para aquisição de dados (por exemplo, áudio, temperatura, umidade, pressão), transmissão de dados por rádiofreqüência, entre outros.

Eletrotécnica (potência e energia)
Planejar e operar sistemas elétricos, desde a geração até a transmissão e a distribuição de energia. Projetar e construir usinas, estações, subestações, redes de geração de energia e também máquinas elétricas. Ampliar e dar manutenção a redes de alta tensão.

Engenharia biomédica
Especificar e gerenciar a utilização de equipamentos médico-assistenciais em hospitais, clínicas e laboratórios. Projetar, construir e fazer a manutenção de equipamentos.

Instrumentação
Projetar e desenvolver equipamentos para realização de medidas, registro de dados e atuadores.

Microeletrônica
Projetar, fabricar e testar circuitos integrados (chips) para sistemas de computação, telecomunicações e de entretenimento, entre outros.

Telecomunicações
Desenvolver serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagem e som. Projetar e construir equipamentos para telefonia e comunicação em geral e de processamento digital de sinais.


No Site acessa.com possui entrevistas com estudantes de Engenharia Elétrica e um profissional, todos formandos e formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Seguem as entrevistas:

O JF Service conversou com dois alunos do 6º período de engenharia elétrica, Marlos Jorge de S. Guedes e Marco Aurélio de Almeida Castro. Um lembrete: a primeira coisa que eles disseram é que não existe um “engenheiro elétrico”, afinal não é possível ligá-los na tomada!!! O certo é engenheiro eletricista. Marlos e Marco dão mais algumas dicas para quem quer “entrar” no curso:

JF Service: O que vocês acharam da prova do vestibular?
Marlos: O que pega é a redação.
Marco: Na verdade, todo mundo já tem que entrar sabendo matemática e física. Tem que gostar muito de exatas.

JF Service: O que é mais difícil no curso?
Marlos: Física.
Marco: Cálculo é novidade, por isso parece difícil. Entram 30 e só nós dois ainda não tomamos pau (eles estão no 6º período).
Marlos: Tem que estudar muito, mas passa. Apenas 10% formam em cinco anos.

JF Service: É fácil conseguir estágio?
Marco: Tem muito estágio aqui, tem o CRITT (Centro Regional de Transferência de Tecnologia), tem o PET, mas o aluno tem que manter nota boa.
Marlos: A média do IRA (Índice de Rendimento Acadêmico, uma média das notas de todas as disciplinas já cursadas pelo aluno) é baixa, gira entre 60 e 70. Nós somos uma exceção. (o IRA deles é mais de 80%).
Marco: E além disso, a CAPES quer terminar com o PET, ou fundi-lo com outra coisa.

JF Service: Qual a qualidade fundamental para um bom estudante de engenharia elétrica?
Marco: Tem que gostar de matemática e física. E procurar não tomar pau no início do curso.
Marlos: Tem que gostar para conseguir ir até o fim.

JF Service: Quais as áreas mais promissoras na profissão?
Marlos: As áreas são muitas, é difícil escolher: vai de eletrônica à potência. Cada um gosta de uma coisa. Mas é importante dizer que os primeiros períodos são a base, são teoria e você não vê a aplicação disto. Mais tarde, com a parte prática, fica mais fácil do aluno se decidir entre a melhor área.
Marco: Sacar de informática já é um grande passo, tanto para quem entra, como para quem sai. É um mercado que aumenta a cada dia.


Engenheiro eletricista:
agente de desenvolvimento e progresso
José Geraldo Neto de Faria se formou em engenharia elétrica pela UFJF (em 1975). Depois de ter passado por várias áreas da profissão, hoje ele é gerente administrativo e apoio técnico da Companhia Paraibuna de Energia. José Geraldo participou recentemente da construção da Usina Hidroelétrica de Sobragi, localizada no rio Paraibuna, entre os municípios de Belmiro Braga (MG) e Simão Pereira (MG), cidades próximas a Juiz de Fora. A usina pertence a Companhia Paraibuna de Metais.
Ele nos atendeu para a entrevista em seu escritório da Agência de Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região, na qual assumiu o cargo de coordenador executivo no dia 8 de junho deste ano. Realista, mas muitas vezes romântico com a profissão, ele faz questão de citar de cor o objetivo a que se propõe a agência: “Sua missão é promover sinergias entre instituições públicas, entidades de classe e empresas, visando através de iniciativas e projetos alcançar o desenvolvimento sustentado de Juiz de Fora e região.” José Geraldo afirmou que acredita na profissão que escolheu.


JF Service: Como o senhor escolheu a profissão de engenheiro eletricista?
José Geraldo: Antes de tudo, por gostar de matemática, eu sempre imaginava estudar engenharia. Estas coisas nascem com a gente. Eu passei pelo curso técnico de eletrotécnica, o que também ajudou a definir o meu interesse pela profissão.

JF Service: Durante quantos anos, o senhor estudou engenharia elétrica?
José Geraldo: Estudei cinco anos de graduação. Especializei-me durante um ano na Espanha, na empresa denominada Asturiana de Zinco, na área de operação e manutenção em sistemas elétricos em planta industrial de produção de zinco eletrolítico (em outras palavras, entender como operar e fazer manutenção nos equipamentos elétricos numa grande empresa.). Também participei de diversos cursos e seminários na área de estudos energéticos. Em 1993, participei do Congresso Mundial de Energia, realizado nos EUA, na cidade de Atlanta. Fiz diversas visitas técnicas na Espanha, Canadá, Estados Unidos e Brasil. Em qualquer profissão, você deve sempre se atualizar, inclusive na engenharia elétrica.

JF Service: Como é o dia-a-dia do engenheiro elétrico?
José Geraldo: Depende da fase profissional em que ele se encontra. Eu já passei por vários estágios. O dia-a-dia de quem dá manutenção numa área ligada a produção de uma siderúrgica, por exemplo, é de muita responsabilidade e preocupação, mas você aprende muito. Outra área da engenharia, a de desenvolvimento e instalação de novos equipamentos elétricos para produção, é bem diferente. Requer muito estudo e tem que ter conhecimento para desenvolver o projeto. Mas é menos estressante que a anterior.

JF Service: Qual a qualidade fundamental para o bom engenheiro eletricista?
José Geraldo: Bom senso, ser estudioso, responsável, interessado em fazer bem feito e com entusiasmo o que faz, com qualidade, usando sempre na resolução de problemas a experiência profissional adquirida. Gostar de exatas também é fundamental.

JF Service: Quais as recompensas da profissão?
José Geraldo: Ter a oportunidade de ver acontecer na prática estudos e projetos realizados nos escritórios e acompanhar as transformações que ocorrem na natureza como, por exemplo, na construção de uma usina hidroelétrica. Outra recompensa é proporcionar o crescimento do ser humano como agente de desenvolvimento e progresso.

Fontes: Guia do Estudante e Site Acessa.com

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