terça-feira, 27 de julho de 2010

Informações Engenharia Elétrica

Levar energia elétrica a 15 milhões de brasileiros privados dessa comodidade é meta a ser cumprida até o fim de 2010. Desde 2003, quando o programa Luz para Todos foi implantado pelo Ministério de Minas e Energia, mais de 9 milhões de brasileiros passaram a ter acesso à eletricidade.O principal objetivo do programa é iluminar áreas rurais de norte a sul do país, e os engenheiros eletricistas são profissionais diretamente implicados nesse processo. "Esse profissional ajuda na construção da infraestrutura necessária ao desenvolvimento do Brasil", afirma Paulo Ricardo Bombassaro, gerente do Departamento de Engenharia e Planejamento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Energia).

O engenheiro eletricista está presente em todos os aspectos que envolvem a energia, desde a geração, a transmissão, o transporte e a distribuição até o uso nas residências e no comércio. Além disso, planeja, supervisiona e executa projetos nas áreas de eletrotécnica, relacionadas à potência da energia. Dependendo de sua especialização, esse profissional pode se dedicar a outros mercados, ampliando as chances de contratação. Em Eletrônica, ele estará habilitado a construir e a aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial, no desenvolvimento decomponentes eletroeletrônicos, na operação e manutenção de equipamentos em hospitais eclínicas e em projetos de instalações elétricas em indústrias, comércios e residências. Além das concessionárias de energia, o graduado encontra emprego em empresas de telecomunicações (desde fábricas de celulares até operadores de sistemas de comunicação), indústrias de equipamentos, automação, fábricas de motores e geradores, consultorias ou em empresas prestadoras de serviços em computação.

O mercado de trabalho

Apesar da crise econômica mundial, iniciada em 2008, quem procura emprego na área não encontra dificuldade. "Há espaço no país para atuação do engenheiro elétrico. Prova disso é que os alunos da última turma formada aqui tiveram certa facilidade para se colocar profissionalmente", afirma José Antenor Pomilio, coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo. Além das tradicionais áreas de transmissão e distribuição de energia elétrica, com demanda em todo o Brasil, há procura pelo especialista por parte de centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas e indústrias. Muitas companhias multinacionais, como a Freescale Semicondutores, recém-instalada em Campinas, contratam engenheiros elétricos para desenvolver e testar novos produtos, além de participar de processos de gestão internos. Outros dois campos em ascensão são o de telecomunicações e o de tecnologia da informação,aquecidos em razão da chegada da TV digital ao país e do uso das redes elétricas para a transmissão de dados. A maioria das vagas encontra-se nas regiões Sudeste e Sul, que contam com pólos industriais bastante desenvolvidos. Mas o Norte e o Nordeste, carentes de mão de obra especializada, também demandam profissionais.

O curso

Prepare-se para enfrentar muito cálculo. O currículo começa com disciplinas básicas, como matemática, física e informática. As contas acompanham o aluno também nas aulas de economia e administração. A parte mais interessante fica por conta das aulas práticas e dos experimentos em laboratório, que costumam aparecer desde o início da graduação. A formação profissionalizante tem início no terceiro ano, com aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais elétricos, sistemas digitais e eletromagnetismo, entre outras. O estágio é obrigatório e, geralmente, feito a partir do quarto ano.

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

Automação
Projetar equipamentos eletrônicos destinados à automação de linhas de produção industrial.

Eletrônica
Desenvolver circuitos eletrônicos para aquisição de dados (por exemplo, áudio, temperatura, umidade, pressão), transmissão de dados por rádiofreqüência, entre outros.

Eletrotécnica (potência e energia)
Planejar e operar sistemas elétricos, desde a geração até a transmissão e a distribuição de energia. Projetar e construir usinas, estações, subestações, redes de geração de energia e também máquinas elétricas. Ampliar e dar manutenção a redes de alta tensão.

Engenharia biomédica
Especificar e gerenciar a utilização de equipamentos médico-assistenciais em hospitais, clínicas e laboratórios. Projetar, construir e fazer a manutenção de equipamentos.

Instrumentação
Projetar e desenvolver equipamentos para realização de medidas, registro de dados e atuadores.

Microeletrônica
Projetar, fabricar e testar circuitos integrados (chips) para sistemas de computação, telecomunicações e de entretenimento, entre outros.

Telecomunicações
Desenvolver serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagem e som. Projetar e construir equipamentos para telefonia e comunicação em geral e de processamento digital de sinais.


No Site acessa.com possui entrevistas com estudantes de Engenharia Elétrica e um profissional, todos formandos e formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Seguem as entrevistas:

O JF Service conversou com dois alunos do 6º período de engenharia elétrica, Marlos Jorge de S. Guedes e Marco Aurélio de Almeida Castro. Um lembrete: a primeira coisa que eles disseram é que não existe um “engenheiro elétrico”, afinal não é possível ligá-los na tomada!!! O certo é engenheiro eletricista. Marlos e Marco dão mais algumas dicas para quem quer “entrar” no curso:

JF Service: O que vocês acharam da prova do vestibular?
Marlos: O que pega é a redação.
Marco: Na verdade, todo mundo já tem que entrar sabendo matemática e física. Tem que gostar muito de exatas.

JF Service: O que é mais difícil no curso?
Marlos: Física.
Marco: Cálculo é novidade, por isso parece difícil. Entram 30 e só nós dois ainda não tomamos pau (eles estão no 6º período).
Marlos: Tem que estudar muito, mas passa. Apenas 10% formam em cinco anos.

JF Service: É fácil conseguir estágio?
Marco: Tem muito estágio aqui, tem o CRITT (Centro Regional de Transferência de Tecnologia), tem o PET, mas o aluno tem que manter nota boa.
Marlos: A média do IRA (Índice de Rendimento Acadêmico, uma média das notas de todas as disciplinas já cursadas pelo aluno) é baixa, gira entre 60 e 70. Nós somos uma exceção. (o IRA deles é mais de 80%).
Marco: E além disso, a CAPES quer terminar com o PET, ou fundi-lo com outra coisa.

JF Service: Qual a qualidade fundamental para um bom estudante de engenharia elétrica?
Marco: Tem que gostar de matemática e física. E procurar não tomar pau no início do curso.
Marlos: Tem que gostar para conseguir ir até o fim.

JF Service: Quais as áreas mais promissoras na profissão?
Marlos: As áreas são muitas, é difícil escolher: vai de eletrônica à potência. Cada um gosta de uma coisa. Mas é importante dizer que os primeiros períodos são a base, são teoria e você não vê a aplicação disto. Mais tarde, com a parte prática, fica mais fácil do aluno se decidir entre a melhor área.
Marco: Sacar de informática já é um grande passo, tanto para quem entra, como para quem sai. É um mercado que aumenta a cada dia.


Engenheiro eletricista:
agente de desenvolvimento e progresso
José Geraldo Neto de Faria se formou em engenharia elétrica pela UFJF (em 1975). Depois de ter passado por várias áreas da profissão, hoje ele é gerente administrativo e apoio técnico da Companhia Paraibuna de Energia. José Geraldo participou recentemente da construção da Usina Hidroelétrica de Sobragi, localizada no rio Paraibuna, entre os municípios de Belmiro Braga (MG) e Simão Pereira (MG), cidades próximas a Juiz de Fora. A usina pertence a Companhia Paraibuna de Metais.
Ele nos atendeu para a entrevista em seu escritório da Agência de Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região, na qual assumiu o cargo de coordenador executivo no dia 8 de junho deste ano. Realista, mas muitas vezes romântico com a profissão, ele faz questão de citar de cor o objetivo a que se propõe a agência: “Sua missão é promover sinergias entre instituições públicas, entidades de classe e empresas, visando através de iniciativas e projetos alcançar o desenvolvimento sustentado de Juiz de Fora e região.” José Geraldo afirmou que acredita na profissão que escolheu.


JF Service: Como o senhor escolheu a profissão de engenheiro eletricista?
José Geraldo: Antes de tudo, por gostar de matemática, eu sempre imaginava estudar engenharia. Estas coisas nascem com a gente. Eu passei pelo curso técnico de eletrotécnica, o que também ajudou a definir o meu interesse pela profissão.

JF Service: Durante quantos anos, o senhor estudou engenharia elétrica?
José Geraldo: Estudei cinco anos de graduação. Especializei-me durante um ano na Espanha, na empresa denominada Asturiana de Zinco, na área de operação e manutenção em sistemas elétricos em planta industrial de produção de zinco eletrolítico (em outras palavras, entender como operar e fazer manutenção nos equipamentos elétricos numa grande empresa.). Também participei de diversos cursos e seminários na área de estudos energéticos. Em 1993, participei do Congresso Mundial de Energia, realizado nos EUA, na cidade de Atlanta. Fiz diversas visitas técnicas na Espanha, Canadá, Estados Unidos e Brasil. Em qualquer profissão, você deve sempre se atualizar, inclusive na engenharia elétrica.

JF Service: Como é o dia-a-dia do engenheiro elétrico?
José Geraldo: Depende da fase profissional em que ele se encontra. Eu já passei por vários estágios. O dia-a-dia de quem dá manutenção numa área ligada a produção de uma siderúrgica, por exemplo, é de muita responsabilidade e preocupação, mas você aprende muito. Outra área da engenharia, a de desenvolvimento e instalação de novos equipamentos elétricos para produção, é bem diferente. Requer muito estudo e tem que ter conhecimento para desenvolver o projeto. Mas é menos estressante que a anterior.

JF Service: Qual a qualidade fundamental para o bom engenheiro eletricista?
José Geraldo: Bom senso, ser estudioso, responsável, interessado em fazer bem feito e com entusiasmo o que faz, com qualidade, usando sempre na resolução de problemas a experiência profissional adquirida. Gostar de exatas também é fundamental.

JF Service: Quais as recompensas da profissão?
José Geraldo: Ter a oportunidade de ver acontecer na prática estudos e projetos realizados nos escritórios e acompanhar as transformações que ocorrem na natureza como, por exemplo, na construção de uma usina hidroelétrica. Outra recompensa é proporcionar o crescimento do ser humano como agente de desenvolvimento e progresso.

Fontes: Guia do Estudante e Site Acessa.com

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Informações sobre Jornalismo!

O que aconteceu, quem está por trás do fato,quando ocorreu, onde, como e por quê. A resposta para cada uma dessas perguntas está estampa danos jornais, revistas, sites e até mesmo nas matérias que aparecem na televisão e no rádio. Desvendar fatos é o trabalho do jornalista, que sai às ruas diariamente atrás de histórias que são do interesse da sociedade. "O jornalista é o profissional que tem acesso a fontes de informação e as repassa a seus leitores, ouvintes e telespectadores", define Mauro Tagliaferri, correspondente da Record em Lisboa, Portugal. O jornalista é o profissional da notícia: ele descobre o fato, checa sua veracidade, escreve e edita reportagens e entrevistas, adaptando o tamanho, a abordagem e a linguagem dos textos ao veículo e ao público a que se destinam. Senso crítico, curiosidade e criatividade são essenciais na profissão. Um exemplo de sucesso resultante da conjugação dessas três características é o trabalho da jornalista Lina Cavalcante, que viu seu blog ser transformado em um quadro para um programa de televisão. "Quando mudei para Fortaleza, trabalhava a uns cinco quarteirões de casa e passava por um importante centro comercial. Como sempre gostei de moda, resolvi montar um blog com as peças que descobria nesse caminho. O que era uma coisa pequena se transformou em um projeto que deu certo." Assim como Lina, todo jornalista precisa desenvolver o faro para identificar o que é notícia e ter iniciativa para cavar o seu lugar no mercado. Mauro Tagliaferri deixa a dica: "Além de jornais, revistas e assessorias de imprensa, eu apostaria nas novas tecnologias, como a TV e o rádio digitais e a produção de conteúdo para internet e celular."


O mercado de trabalho

A comunicação corporativa ou empresarial é uma área promissora para os recém-formados, pois ela oferece mais oportunidades de trabalho do que as redações de revistas, jornais e agências de notícias. Uma pesquisa com mil grandes empresas nacionais e estrangeiras, encomendada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), em 2008, revelou que cerca de 65% das companhais entrevistadas pretendem aumentar os investimentos em comunicação nos próximos anos, o que deve ampliar a procura por profissionais formados em Jornalismo.Segundo Ângela Schaun, coordenadora de Extensão do Centro de Comunicação e Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, as mídias digitais são outra área relevante para o graduado em Jornalismo. "Esse mercado está em expansão, já que proliferam a versão on-line das revistas segmentadas, as páginas das empresas na internet, os sites independentes e os blogs", diz ela. O profissional que optar por uma área específica do Jornalismo, como moda, ciência, saúde, meio ambiente e tecnologia, por exemplo, encontra espaço para atuar como redator setorizado, seja em mídia digital, seja na impressa. Os maiores empregadores continuam em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, mas cresce o número de oportunidades em cidades do interior, sobretudo da Região Sudeste.

Qual a formação necessária para ser um jornalista?

Para se exercer a profissão de jornalista não é preciso ter diploma de curso superior, embora existam cursos de comunicação social com ênfase em jornalismo, que ensinam técnicas e métodos de trabalho interessantes. O curso tem duração de quatro anos, com estágio nem sempre obrigatório. Para o sucesso na carreira é necessário um alto interesse por temas atuais e uma cultura geral ampla. Conhecimentos específicos de outras áreas como economia, esportes e história enriquecem muito o currículo. O domínio absoluto da língua portuguesa é imprescindível para garantir um bom futuro na carreira. O mercado vem exigindo cada vez mais capacitação profissional, como o domínio de pelo menos uma língua estrangeira. A preferência tem sido dada a quem investe em cursos de reciclagem ou pós-graduação.


O curso

As disciplinas básicas são língua portuguesa, economia, teoria da comunicação, filosofia, história da arte e sociologia. Matérias específicas também compõem o currículo, como jornalismo interpretativo e informativo, técnicas de redação e edição de texto, novas tecnologias de comunicação e design gráfico. Há aulas práticas de fotojornalismo, jornalismo impresso e on-line, rádio e TV. Em algumas escolas, o curso é oferecido como habilitação do curso de Comunicação Social. Os alunos precisam apresentar um trabalho de conclusão de curso para receber o diploma. Já o estágio, embora não seja obrigatório, é recomendável, pois pode abrir portas no mercado de trabalho.

Principais atividades de um jornalista

As atividades dos jornalistas incluem:

•pauteiro: organizar a lista de eventos a serem cobertos e que constituem a pauta do dia;
•repórter: entrevistar personalidades públicas ou cidadãos envolvidos em fatos de interesse coletivo; checar informações recebidas de suas fontes, de cidadãos ou de autoridades; investigar denúncias, com ajuda de suas fontes; examinar documentos; escrever, no caso de jornais, ou gravar, no caso de rádio e televisão, reportagens, artigos, colunas e editoriais, com base nas informações a que teve acesso;
•chefe de reportagem: chefiar as equipes de reportagem, orientando-as sobre a abordagem que cada assunto deve ter e sobre a forma de obter as informações desejadas;
•editores: avaliar reportagens, artigos e colunas que serão divulgados ao público, para verificar a qualidade dos textos, das imagens e a veracidade das informações; dar às reportagens de jornais, revistas, telejornais e programas de rádio o formato ideal para a perfeita compreensão do público;
•redator e revisor: revisar textos jornalísticos, eliminando erros de linguagem ou de informação; dar títulos às reportagens, artigos e colunas; fazer legendas para fotos ou ilustrações;
•assessor de imprensa: providenciar contatos com meios de comunicação para divulgar atividades de clientes, orientá-los sobre como proceder nas entrevistas e atender jornalistas para responder questões sobre eles.
•divulgador: promover seus clientes, geralmente artistas, junto aos jornalistas, produzindo textos informativos sobre suas atividades.

Áreas de atuação e especialidades

•Assessoria de imprensa: promove o contato entre imprensa e empresas, clientes, entidades.
•Consultoria: Presta serviços de comunicação. Auxilia entidades e empresários na busca de informações de mercado ou mídia.
•Reportagem: procura todas as informações sobre um determinado assunto, divulgando para todos os meios de comunicação.
•Edição: decide a abordagem de determinada matéria e quais reportagens serão veiculadas
•Pauta: orienta na escolha de assuntos que o veículo vai cobrir e designa os repórteres que para a cobertura.

Curiosidades

A invenção da imprensa, por Johannes Genfleisch Gutenberg, em 1442 na Alemanha, possibilitou a impressão de livros e jornais.O primeiro livro imprimido em prensa foi uma edição da Bíblia, em 1455. Com a evolução das técnicas foi possível a inserção de figuras e ilustrações. Em 1486, os franceses começaram a produzir almanaques e revistas, em 1529 foi lançado o que seria o precursor do jornal: folhas soltas, que continham informações e notícias.
Em 1597, ao adotar periodicidade na produção dos exemplares, os suíços introduziram essa característica ao "folhetim". Ao somar as duas especificidades (notícias e periodicidade), em 1605, na Bélgica, foi lançado o primeiro jornal, que se espalhou pela Europa.
No Brasil, em 1747 a imprensa foi proibida pelos portugueses, apenas um ano após ter sido inaugurada no Rio de Janeiro. Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808 criou-se aqui, a Imprensa Régia, órgão exclusivo do governo. Diante dessa forma de repressão o primeiro jornal brasileiro foi produzido em Londres.
Em 1808 Hipólito da Costa inaugurou o Correio Braziliense, periódico que criticava o governo português, que impossibilitado de proibir sua impressão, aplicava penas a quem o lesse, e determinou a criação da Gazeta do Rio de Janeiro, que divulgava notícias favoráveis ao Reino Português.
Em 1822, com a conquista da independência o Correio Brasiliense foi fechado, 175 edições depois, pelo seu fundador que é considerado o patrono da imprensa no Brasil.
Em 1934 foi fundado o primeiro sindicato dos jornalistas, em Juiz de fora (MG), porém a regulamentação da profissão veio apenas em 1938 e a exigência de diploma de curso superior foi determinada em 1969.


Fontes: Guia do Estudante, Brasil Profissões e Folha Online

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Entrevista com ecomonista!

Segue abaixo estrevista com economista retirado do Blog Economista.

Profissão Economista

Uma leitora do Blog O Economista (Vivian Coimbra – RS) nos solicitou algumas informações sobre a profissão do Economista:

1) O que você faz durante um típico dia de trabalho?

Um dia típico de trabalho começa com a leitura de um jornal regional e um nacional, principalmente os cadernos de economia. Com as atualizações feitas, é necessário checar os e-mails e a agenda, que podem incluir reuniões e projetos diversos. Ao longo do dia são feitas as análises, pesquisas e cálculos necessários para as demandas já solicitadas e, assim, gerando um processo contínuo de pesquisa e desenvolvimento.

2) Você gosta de seu trabalho? Por que gosta ou não gosta?

Sim. Aprecio meu trabalho pelo dinamismo e ritmo impostos pelo mercado e sociedade, já que a função de economista é essencial, mesmo que não tão perceptível aos leigos. É um trabalho que envolve pesquisa, raciocínio e muita percepção da realidade, para que as análises tenham mais profundidade e abrangência. A Economia proporciona um conhecimento amplo, permitindo uma compreensão dos movimentos dos mercados e desenvolvimento de estratégias adequadas para a melhoria de qualidade da sociedade, em qualquer âmbito.

3) Em que seu trabalho é diferente do que você esperava, ou, como pode parecer para quem está de fora?

Meu trabalho é como eu esperava, porém com funções novas. Além de lidar com os aspectos econômicos, ou seja, aquilo para o qual fomos efetivamente preparados, também precisamos aprender noções de Recursos Humanos, Tecnologia e tudo sobre as demais áreas nas quais formos trabalhar. O economista aparenta ter um trabalho burocrático, mas isso é ilusão, já que o profissional está sempre em busca de novidades e observando a realidade com profundidade.

4) O que é preciso para conseguir um trabalho e ser bem-sucedido em sua área?

Para conseguir um trabalho é necessário possuir uma formação completa, que vai além da faculdade, como cursos de línguas e até mesmo trabalhos voluntários. Além disso, desenvolver as capacidades de relacionamento com colegas e demais profissionais, ampliando sua rede de contatos. Não há receita para ser bem-sucedido, mas os que estão no topo sempre são dedicados, perseverantes e, como diferencial, não desistem na primeira barreira.

5) Quem são as pessoas influentes em sua área?

Na economia nacional podemos citar Delfim Neto (economista), Eduardo Gianetti (economista), Luiz Gonzaga Belluzzo (economista), Paulo Sandroni, dentre outros. No exterior, podemos citar o economista americano Jeffrey Sachs, Alan Greenspan e mais algumas boas referências que atuam no setor privado e público.

6) Nessa área há algo em especial que eu como iniciante possa fazer?

Sim, você pode ler e estar sempre atualizada com tudo o que acontece no mundo e na sua região. Não é necessário ler todo o jornal diariamente, mas acompanhar por meio da Internet, televisão, revistas e jornais o caminho da sociedade e estar sempre pronta para analisar a realidade ao seu redor. Caso tenha mesmo interesse, procure estágios ou trabalhos ligados ao mundo da economia, já que ele é amplo e você pode seguir muitos rumos, desde Recursos Humanos até Análises de mercado ou reestruturação de empresas. Mando abaixo área nas quais você pode atuar:

Setor público – a visão macroeconômica do mercado e a capacidade de análise de dados, estatísticas e tendências fazem do economista um profissional altamente respeitado no setor público, tanto em nível federal, como estadual e municipal.

Importação e exportação – analisa questões do mercado global e propõe alternativas rentáveis de negócios internacionais ou desenvolvimento de novos mercados.

Setor privado – o acompanhamento da conjuntura econômica do país e os movimentos dos mercados internacionais permitem ao economista o desenvolvimento de estudos setoriais.

Pesquisa - os institutos de pesquisas econômicas orientam inúmeras empresas e instituições na tomada de decisões.

Outras áreas – pode atuar no Congresso e no Poder Legislativo; na política; na defesa de mercado; no Sistema Nacional de Tributação; em organizações internacionais; como diretor, gerente, assessor, analista, entre outras funções.

Fonte: Blog Ecomonista

Informações sobre economia!

É o estudo da produção e da distribuição de bens e serviços entre os indivíduos e as sociedades. O economista estuda os fenômenos relacionados com a produção e o consumo de bens e serviços que envolvam ou não dinheiro. Ele ajuda a construir, a ampliar e a preservar o patrimônio de pessoas, empresas e governos. Desenvolve planos para a solução de problemas financeiros, econômicos e administrativos nos diversos setores de atividade – comércio, serviços, indústria ou finanças. Esse profissional se dedica tanto a grandes questões, referentes a um país ou a uma região, quanto a problemas de pequenas empresas ou investidores individuais. Graças a essa versatilidade, encontra trabalho em entidades privadas, institutos e órgãos municipais, estaduais e federais. Pode atuar, ainda, como consultor autônomo.

O mercado de trabalho

As ofertas de emprego concentram-se especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas a demanda pelo profissional aumenta nas demais capitais brasileiras e nas regiões para onde migram as indústrias. A procura também é crescente por empresas e empreendimentos do setor agropecuário, no qual o formado é requisitado para trabalhar na gestão administrativa e financeira. Nesse caso, as oportunidades são maiores nos pólos produtivos do interior de São Paulo e da Região Centro-Oeste. Empresas privadas do setor financeiro são as principais empregadoras desses bacharéis, que atuam na gestão e no planejamento do mercado de capitais. A área de comércio internacional também requisita muito o economista, sobretudo para negociações com blocos econômicos estrangeiros. Setores como crédito, finanças, desenvolvimento sustentável, mercado externo e setor público têm tido grande crescimento. E as portas estão abertas principalmente para os especialista sem finanças e métodos quantitativos. Muitas ONGs contratam formados para serviços fixo ou temporários, já que a economia solidária,voltada para a geração de empregos e de renda para grupos menos favorecidos, é um trabalho crescente. No setor público, abrem-se vagas em órgãos como Banco Central do Brasil, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ministérios e secretarias, além de órgãos fiscalizadores. Empresas como a Petrobras e o Banco do Brasil também empregam o profissional. As prefeituras em geral necessitam desse bacharel para planejar orçamentos, mas o setor público contrata menos que o privado. O ensino é um mercado emergente, porém para atuar como professor universitário é preciso ter pós-graduação, o que também é considerado um diferencial no mercado.

O curso

Analisar dados e fazer prognósticos exige mais que conhecimentos técnicos. É preciso combinar a orientação teórica específica comum a sólida formação histórica. Assim, além de matemática financeira, estatística e econometria, o currículo traz disciplinas que ensinam a interpretar as diversas correntes do pensamento econômico e a entender a evolução econômica e social brasileira e internacional. As matérias optativas, por sua vez, aplicam o conhecimento teórico e metodológico das ciências econômicas a outras questões, como as relacionadas ao meio ambiente. A carga de leitura, em português e línguas estrangeiras, é grande. É exigida uma monografia no fim do curso. Prepare-se para aguçar seu senso crítico, a fim de acompanhar os seminários e participar dos debates em sala de aula sobre as idéias das diversas escolas econômicas. Algumas faculdades oferecem graduação para áreas específicas de atuação, como agroindústria.

Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer

Comércio internacional
Planejar e promover negócios entre empresas de diferentes países, estudando mercados e cuidando das operações de importação e exportação.

Economia agroindustrial
Estudar e planejar transações no setor de agropecuária, analisando a demanda de produtos e a melhor forma de colocá-los no mercado nacional e internacional.

Economia ambiental
Analisar projetos ambientais em indústrias, ONGs e órgãos públicos. Fazer análises de impacto ambiental.

Mediação e arbitragem
Ajudar a resolver litígios comerciais entre empresas, recorrendo ou não à Justiça.

Mercado financeiro
Analisar o mercado para decidir quais investimentos realizar. Trabalhar como operador de bolsa de valores.

Pesquisa
Levantar a variação de preços, de custos e outras informações para indicadores econômicos, como índices de inflação, de desemprego e o custo de vida.

Planejamento estratégico
Avaliar as oportunidades e os riscos de mercado para redirecionar os negócios de uma empresa ou orientar aquisições e fusões.

Políticas públicas
Definir a política econômica de municípios, de estados ou do país. Elaborar orçamentos que possibilitem as ações planejadas pelos governos.

Fonte: Guia do Estudante

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Informações sobre Engenharia de Alimentos!

O que faz o profissional

O engenheiro de alimentos cria e aperfeiçoa produtos alimentícios, cuidando de todas as etapas de preparo e conservação de alimentos de origem animal e vegetal. Também acompanha a produção e o marketing do produto. No processo produtivo, ele altera a composição de produtos naturais, reforça seu teor nutritivo e decide qual é o melhor conservante, por exemplo, para cada uso. Também cria e testa formulações, a fim de determinar o valor nutricional de alimentos industrializados, seu sabor, cor e consistência. Também é de sua responsabilidade atender à demanda por produtos nutritivos e seguros, aliado a preservação ambiental ao planejamento eficiente e produtivo do setor agroindustrial. Pode também atuar no controle de qualidade, fiscalizando o processo industrial e o cumprimento da legislação. Já nos laboratórios, o engenheiro de alimentos pesquisa as diversas formas de processamento de carnes, leites, verduras, frutas e cereais e, ao mesmo tempo, executa tarefas ligadas à industrialização dessas matérias-primas.

O curso
Dia-a-dia
Se você gosta de aprender na prática, não irá se arrepender. Mesmo com extenso conteúdo teórico, você terá muitas aulas em laboratórios que simulam processos industriais. No laboratório de análise de alimentos, você terá uma visão geral dos métodos de desenvolvimento e avaliação de novos produtos e o estudo das propriedades químicas e funcionais dos alimentos. Já no de análise sensorial, você aprenderá as propriedades funcionais dos alimentos. Apesar da rotina puxada, você será estimulado a participar de atividades extracurriculares, como workshops, seminários e outros eventos, para ter contato com profissionais da sua área. É importante também desenvolver a habilidade de trabalhar em grupo, já que você será responsável pelo gerenciamento de equipes. Para se formar, é preciso cumprir um período de estágio obrigatório.

Disciplinas
Nos dois primeiros anos, você estudará matérias comuns a outros cursos de engenharia, como física, química e matemática, além de computação, estatística e biologia. Ou seja, muita teoria para você ter uma base sólida. A partir do terceiro ano, você vai se dedicar às disciplinas profissionalizantes, como nutrição, química de alimentos, microbiologia, controle de qualidade, toxicologia, embalagem de alimentos, instalações industriais, refrigeração, entre outras. Nos últimos anos, você estudará marketing, logística e manutenção, matérias importantes para o exercício da profissão.

Ingressando no mercado
Desde o início da sua graduação, procure participar de projetos de iniciação científica ou monitoria, importantes para ajudar você a definir os caminhos profissionais que irá seguir. Outra boa forma de conhecer o mercado e acumular experiência é fazer estágio. Por isso, procure oportunidades em diferentes setores, indo além do período obrigatório.
Mercado de Trabalho
A indústria de alimentação é hoje um dos setores da economia em maior expansão em todo o mundo. No Brasil, o segmento está passando por uma etapa de modernização para adaptar-se a um mercado cada vez mais competitivo e a demandas de consumidores cada vez mais exigentes. Por isso, o mercado para o engenheiro de alimentos é bastante amplo. As melhores oportunidades estão em empresas das áreas de aditivos, embalagens, equipamentos, matérias-primas, congelados e embutidos, entre outras. Outro setor que absorve este profissional é o de supermercados, para determinar os padrões de qualidade dos produtos e serviços, elaborar e desenvolver projetos de redução de gastos, reutilização de subprodutos e aproveitamento de recursos ociosos. Além disso, ele treina e supervisiona os funcionários, zelando pela manutenção da qualidade nos serviços e produtos e melhorando a produtividade. No setor público, há espaço para esse profissional atuar no controle, fiscalização e inspeção de alimentos. No setor de logística é grande a demanda pelo profissional para cuidar da conservação de alimentos perecíveis durante o transporte para distribuição.

Grade Curricular da UFRRJ

1º Período
IB 157 Introdução à Biologia
IC 241 Cálculo I
IC 349 Química Experimental
IC 389 Química I
IC 501 Computação I
IT 424 Representação Gráfica

2º Período
IC 106 Física I (Mecânica)
IC 239 Álgebra Linear II
IC 242 Cálculo II
IC 280 Estatística Básica
IC 370 Química Orgânica I
IC 379 Química Analítica I
IC 390 Química II
IT 209 Princípios de Engenharia de Alimentos

3º Período
IC 107 Física II (Mecânica)
IC 132 Física Experimental I
IC 243 Cálculo III
IC 371 Química Orgânica II
IC 380 Química Analítica II
IV 217 Microbiologia Geral
IC 357 Química Orgânica Experimental I

4º Período
IC 108 Física III (Eletric./ Magnetismo)
IC 133 Física Experimental II
IC 244 Cálculo IV
IC 279 Cálculo Numérico
IC 605 Físico - Química EA
IC 392 Bioquímica I A
IT 227 Matérias Primas Alimentícias

5º Período
IC 109 Física IV
IC 396 Físico - Química Experimental IQ
IT 132 Mecânica dos Materiais
IT 201 Análise de Alimentos
IT 206 Microbiologia de Alimentos
IT 352 Mecânica de Fluídos
IH 222 Introdução à Economia I

6º Período
IE 201 Psicologia das Relações Humanas
IH 335 Fundamentos de Nutrição
IT 228 Química de Alimentos
IT 354 Termodinâmica Aplicada
IT 406 Eletrotécnica
IT 409 Resistência de Materiais

7º Período
IH 150 Fundamentos de Administração
IT 213 Tecnologia das Fermentações Industriais
IT 229 Bioquímica de Alimentos
IT 242 Tecnologia Materiais Empregados
na Indústria de Alimentos
IT 244 Tecnologia de Carnes e Derivados
IT 245 Tecnologia de Leite e Derivados
IT 355 Transferência de Calor

8º Período
IH 437 Legislação Profissional
IT 204 Controle Qualid. Indústria de Alimentos
IT 235 Higiene de Alimentos
IT 217 Bioengenharia
IT 230 Embalagens para Alimentos
IT 246 Tecnologia de Frutas e Hortaliças
IT 248 Operações Unitárias na Indústria de Alimentos I
IT 356 Transferência de Massa

9º Período
IT 172 Model. Otimização Sistemas Engenharia
IT 243 Processos Biotecnológicos
IT 249 Operações Unitárias na Indústria de Alimentos II
IT 357 Fenômenos de Transporte Experimental
IT 371 Engenharia do Meio Ambiente

10º Período
IT 226 Estágio Supervisionado
IT 247 Projetos de Indústria de Alimentos

Fonte : IKWA e Site UFRRJ

Informações sobre Nutrição!

O que faz o profissional

A função do nutricionista é desenvolver e coordenar programas de alimentação e nutrição nos mais diferentes locais, como empresas, escolas, restaurants e hotéis, entre outros. Ele elabora os cardápios das refeições e define como os alimentos devem ser conservados, preparados e servidos. Também cria e preescreve dietas individuais e para grupos de pessoas, de acordo com suas necessidades específicas, como as geradas pela prática esportiva ou por doenças, por exemplo. Também faz parte de suas atribuições testar receitas e produtos alimentícios, controlar a qualidade dos alimentos, selecionar fornecedores e treinar o pessoal que trabalha em cozinhas industriais e comerciais.

O curso
Dia-a-dia
Para fazer o curso de nutrição é importante que você goste de lidar com alimentos e com acessórios culinários. Afinal, você vai passar boa parte do seu tempo dentro de cozinhas, testando receitas e preparando diferentes pratos. Nas aulas práticas, você também vai aprender técnicas de conservação dos alimentos. Durante a graduação, você vai ter ainda que desenvolver sua capacidade de trabalhar em equipe, já que a maior parte das atividades é realizada em grupo.

Disciplinas
A base do currículo são as matérias da área de biológicas, como fisiologia, anatomia, patologia e bioquímica. Mas há uma boa carga de disciplinas de humanas, como antropologia, sociologia e economia, já que você vai precisar aprender a lidar com pessoas e administrar o trabalho das equipes em cozinhas industriais e comerciais. Desde o início do curso você terá contato com a realidade da profissão em aulas específicas, teóricas e práticas, sobre a qualidade nutricional dos alimentos, a educação e a higiene alimentar.

Ingressando no mercado
Para ingressar no mercado, o caminho mais natural é fazer estágio nas diferentes áreas da profissão. Assim, você tem condições de escolher com mais segurança o campo em que vai atuar. Outra opção interessante é trabalhar em monitoria ou fazer uma iniciação científica.

Mercado de Trabalho
O mercado para esse profissional amplia-se cada vez mais, principalmente em restaurantes, spas, hotéis e hospitais. As empresas de alimentação industrial também são boas empregadoras. De modo geral, as melhores oportunidades estão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte, assim como nas regiões industriais do interior, onde há oportunidades para os especialistas em desenvolvimento de produtos. Alguns profissionais optam por abrir seu próprio consultório ou atuar em academias esportivas. Essas são boas opções, já que tem crescido a preocupação em manter uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável. No setor público, cresce a procura por nutricionistas para atuar em escolas, cuidando da merenda oferecida aos estudantes.


Grade Curricular da UFRJ

1º Período

Código Disciplina
BMA124 Anatomia N
BMH122 Citologia e Histologia N
BMH193 Embriologia N
IQA111 Química A.
IQA112 Química A. Experimental
IQO110 Química Orgânica
IBG127 Genética e Evolução N
IPG111 Psicologia ICB


2º Período

Código Disciplina
BMB205 Fisiologia N
BMQ122 Bioquímica N
INS303 Saneamento
MAD120 Bioestatística para a Área da Saúde
ECS110 Técnicas Básicas de Comunicação I
IEE115 Economia

3º Período

Código Disciplina
FCS113 Sociologia Geral
FMP215 Patologia dos Processos Gerais
INE301 Composição dos Alimentos
BMP213 Parasitologia N
IMW237 Microbiologia e Imunologia N
INS405 Epidemiologia
BMF230 Farmacologia

4º Período

Código Disciplina
INN309 Nutrição Normal I
INE405 Técnica Dietética e Culinária I
INN241 Adm. de Serviços de Alimentação I
INE401 Bromatologia
INE404 Higiene dos Alimentos
SSM438 Desenvolvimento da Comunidade

5º Período

Código Disciplina
INN401 Nutrição Normal II
INE504 Técnica Dietética e Culinária II
INN351 Adm. de Serviços de Alimentação II
INN505 Patologia de Nutrição e Dietoterapia I
INS360 Avaliação Nutricional

6º Período

Código Disciplina
INE503 Tecnologia dos Alimentos
INS365 Ética e Orientação Profissional
INN602 Patologia da Nutrição e Dietoterapia II
INN504 Nutrição Materno-Infantil
INS361 Educação Nutricional
INS511 Nutrição em Saúde Pública
INS366 Administração de Saúde Pública

7º Período

Código Disciplina
INNU03 Estágio Superv. em Nutição Clínica
INNU02 Estágio Superv. em Nutrição Normal


8º Período

Código Disciplina
INNU01 Estágio Superv. em Nutição Materno-Infantil
INSU02 Estágio Superv. em Nutrição Aplicada
INEU01 Estágio Superv. em Ciência dos Alimentos





Fonte:IKWA e Site UFRJ

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Informações sobre Biomedicina!

Biomedicina é a ciência que conduz estudos e pesquisas no campo de interface entre biologia e medicina, voltada para a pesquisa das doenças humanas, seus fatores ambientais e ecoepidemiológicos, com intuito de encontrar sua causa, mecanismo, prevenção, diagnóstico e tratamento.

No Brasil

Inicialmente, com o objetivo de criar um curso de graduação com profissionais específicos para atuar, através do ingresso em programas de mestrado e doutorado, no ensino e pesquisas nas ciências básicas da saúde (ciências biomédicas), consequentemente, no desenvolvimento da saúde humana, foram implantados na UNIFESP e UERJ em 1966 os primeiros cursos de Biomedicina (antes denominados Ciências Biológicas - Modalidade Médica). Contudo, apenas em 1979 veio a regulamentação pela Lei Federal nº 6.684, de 03 de setembro de 1979 e Decreto Nº 88.439, de 28 de junho de 1983 das atividades exercidas pelos biomédicos que optavam pela carreira não universitária, sendo a principal entre elas, os serviços complementares de diagnósticos, pelo seu próprio currículo sólido no método científico e na pesquisa relacionada às doenças humanas. No tocante a formação, até então, a do Biomédico era similar a do biólogo e em sua grade curricular, existiam disciplinas da área médica a mais e com isto, formava-se o especialista em ciências biomédicas, sendo então denominado Biólogo - Modalidade Médica. Como, de acordo com a legislação que as regulamenta, as duas profissões possuem atribuições diversas, o Presidente da República João Figueiredo, através da Lei Federal 7.017 - de 30 de Agosto de 1982, desmembrou o Conselho Federal de Biologia e Biomedicina, criando assim os sistemas Conselho Federal e Regionais de Biomedicina e os Conselho Federal e Regionais de Biologia e com isso os profissionais distintos: o Biomédico e o Biólogo. Atualmente o curso de graduação é denominado Biomedicina.

O profissional formado em Biomedicina está apto a realizar estudos e pesquisas clínicas, envolvendo as análises clínicas, a genética e a biologia molecular de fluidos, células e tecidos humanos. No Brasil, os biomédicos dedicam-se principalmente (cerca de 80%) às análises clínicas (exames laboratoriais), no entanto, muitos desses profissionais atuam como cientistas em centros de pesquisas (Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Câncer (INCA), Instituto Butantan, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN-ELS), Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) etc.) e universidades, analisando e pesquisando moléculas, células e organismos na busca da cura, do diagnóstico, do tratamento e da prevenção de doenças (desenvolvendo vacinas e novos medicamentos), produzindo reagentes laboratoriais, bem como atuando na pesquisa de DNA e contribuindo com a solução de crimes nas ciências forenses. Dentre as atividades mais comuns, está o ensino universitário em disciplinas biomédicas, tais como Anatomia, Biofísica, Bioquímica, Embriologia, Farmacologia, Fisiologia, Genética, Histologia, Imunologia, Microbiologia, Parasitologia, Patologia Geral, Saúde Pública e Toxicologia.

Nas análises ambientais, realizam análises físico-químicas, microbiológicas e parasitológicas de interesse para o saneamento do meio ambiente, incluídas as análises de água, ar e esgoto. Os biomédicos também realizam testes para averiguação da qualidade bioquímica e microbiológica de alimentos.Em Bancos de Sangue (Hemocentros) executam os testes prévios a transfusão e a doação (verificando a presença/ausência de patologias e compatibilidade sanguínea), além de manipularem e produzirem hemocomponentes e hemoderivados.

Na Citologia Oncótica (ou Citopatologia) executam os exames, incluindo citologia hormonal e imunocitoquímica, firmando os respectivos laudos e pareceres. Dentre os exames citopatológicos, o mais comum é o teste de Papanicolau (que é um exame ginecológico de citologia cervical realizado como prevenção ao câncer do colo do útero). Na Reprodução Humana, realizam, entre outras atividades, a criopreservação, a manipulação e a seleção de gametas e embriões que serão implantados na futura mãe. O trabalho nas indústrias biotecnológicas envolve a manipulação de enzimas, microrganismos e células, na produção de produtos biologicamente ativos, tais como enzimas, hormônios (insulina por exemplo), antibióticos, vitaminas, vacinas, soros, além de reagentes laboratoriais.

Os biomédicos especialistas em Biofísica, Imagenologia ou Radiologia trabalham em clínicas, hospitais ou centros de diagnóstico por imagem tendo a função de preparar o paciente, elaborar o plano de irradiação, gerenciar banco de imagens, programar e operar equipamentos de Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada, Medicina Nuclear, Radioterapia, entres outros, além de poder ser o responsável pelo controle de qualidade e radioproteção (de acordo com as normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN e Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA). Desta forma, confeccionando a(s) imagem(ns) para que o médico Radiologista/Imagenologista possa, finalmente, fornecer o laudo. A indústria da tecnologia nuclear para o biomédico, inclui a preservação de alimentos através de sua irradiação. Na pesquisa em Radiobiologia e a Fotobiologia, testam estas radiações (oriundas de diferentes fontes de energia) ionizantes e não-ionizantes em aplicações clínicas (tais como a Oncologia, Neuroimagem, etc) além de aplicações biotecnológicas, biomédicas e ambientais. Físicos, engenheiros e médicos são os principais profissionais que trabalham em conjunto com biomédicos nesta área. A Imagenologia é uma das áreas em que ocorre um incremento na procura pelos novos profissionais da biomedicina.

Apoio as cirurgias cardíacas também pode ser realizada por biomédicos (assim como por enfermeiros, fisioterapeutas, etc.) especialistas em circulação extracorpórea (C.E.C.), quando o coração precisa parar de bater e o sangue do paciente é desviado para um aparelho que substitui este órgão durante a cirurgia. Assim, o Perfusionista (como é chamado o profissional da CEC), realiza o procedimento e monitora seus parâmetros, tais como a oxigenação, temperatura, pressão arterial, volemia e a coagulação sanguínea. O biomédico para atuar nesta área deve possuir título de especialista em Circulação Extracorpórea emitido pela Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea.

Para os que desejam observar as atividades físicas através do rigoroso olhar biomédico, existe a possibilidade de atuar como Fisiologista do Exercício. No Brasil, um dos trabalhos pioneiros realizou-se na década de 1970[10] na dissertação de mestrado de um, atualmente, renomado biomédico. Aplicando conhecimentos de disciplinas biomédicas tais como anatomia, biologia molecular, fisiologia, bioquímica, hematologia, histologia, patologia, biofísica, entre outras, é possível avaliar o desempenho dos atletas (e animais para experimentação) utilizando dosagens bioquímicas (lactato, por exemplo), exames hematológicos (contagem de neutrófilos, hemoglobina), testes ergoespirométricos, testes de força, etc. De fato, é comum a participação de biomédicos em equipes multidisciplinares. Como não poderia ser diferente, o biomédico Fisiologista do Exercício aplica seu conhecimento em estudos para melhoria da qualidade de vida de populações em condições patológicas como diabetes, obesidade, hipertensão, cardiopatias, pneumopatias, doenças neuromusculares, etc.

Onde pode atuar

Análise clínica - realizar análises, assumir a responsabilidade técnica e firmar os respectivos laudos; tem competência legal para assumir e executar o processamento de sangue, suas sorologias e exames pré-transfusionais e é capacitado legalmente para assumir chefias técnicas, assessorias e direção dessas atividades;

Banco de sangue - realizar todas as tarefas, com exclusão, apenas, de transfusão; tem competência legal para assumir e executar o processamento de sangue, suas sorologias e exames pré-transfusionais e é capacitado legalmente para assumir chefias técnicas, assessorias e direção dessas atividades;

Análises ambientais - realizar análises físico-químicas e microbiológicas para o saneamento do meio ambiente;

Indústrias - Indústrias químicas e biológicas: soros, vacinas, reagentes etc.;
Análises bromatológicas - realizar análises para aferição de qualidade dos alimentos;

Imagenologia - atua na área de raio-X, ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética, Medicina Nuclear, excluída a interpretação de laudos;

Acupuntura - aplicar completamente os princípios, os métodos e as técnicas de Acupuntura;

Biologia Molecular - coleta de materiais, análise, interpretação, emissão e assinatura de laudos e de pareceres técnicos;

Genética - Participar de pesquisas em todas as áreas da genética, como coordenador ou membro da equipe; Realizar exames de Citogenética Humana e Genética Humana Molecular (DNA), realizando as culturas, preparações citológicas e análises; Assumir a responsabilidade técnica, elaborando e firmando os respectivos laudos e transmitindo os resultados dos exames laboratoriais a outros profissionais, como consultor, ou diretamente aos pacientes, como aconselhador genético.;

Coleta de materiais - realizar toda e qualquer coleta de amostras biológicas para realização dos mais diversos exames, como também supervisionar os respectivos setores de coleta de materiais biológicos de qualquer estabelecimento que a isso se destine. Excetuam-se as biópsias, coleta de líquido céfalo-raquidiano (liquor) e punção para obtenção de líquidos cavitários em qualquer situação;

Pesquisa básica e aplicada - realizar pesquisa na área de saúde e biologia, sendo o responsável científico, no intuito de contribuir para a elucidação de fenômenos de natureza biológica e desenvolver tecnologias ligadas à área.

Docência - ministrar aulas para alunos de nível superior nas diversas instituições de ensino do país, gerando assim, mais profissionais capacitados na área.


Disciplinas curriculares

O conteúdo curricular é composto de disciplinas como Química Orgânica, Química Analítica, Bioestatística, Biossegurança, Genética, Microbiologia, Biofísica, Radiobiologia, Biologia Celular e Molecular, Bioquímica, Biotecnologia, Análises Ambientais, Patologia Geral, Administração em Saúde, Ecologia, Epidemiologia, Imunologia, Farmacologia, Hematologia, Citologia Clínica, etc.

O conceito da Biomedicina

" É a arte e ciência que investiga e desenvolve o processo de cura dos seres vivos, em especial do ser humano, e suas interações com o meio ambiente. "

Grade curricular – Faculdades Integradas Einstein de Limeira

1º Semestre

Química Geral I
Biologia Celular
Biossegurança / Bioética
Informática / Bioinformática Aplicada à Biomedicina
Bioestatística
Anatomia I

2º Semestre

Biofísica
Química Orgânica e Ambiental
Filosofia / Antropologia
Microbiologia
Bioquímica
Anatomia Humana II
Histologia / Embriologia

3º Semestre

Fisiologia Humana I
Genética Humana / Citogenética
Biotecnologia
Microbiologia Alimentos / Água
Parasitologia
Metodologia da Pesquisa Cientifica

4º Semestre

Fisiologia Humana II
Microbiologia Clinica I
Parasitologia Clinica
Imunologia
Micologia
Biologia Molecular Clinica
Patologia Geral

5º Semestre

Farmacologia
Patologia Especial / Citopatologia
Hematologia E Banco de Sangue I
Análise Ambiental
Gestão Integrada de Laboratório Clinico / Controle de Qualidade
Bioquímica Clinica

6º Semestre

Saúde Pública
Estágio Supervisionado I
Imagenologia I
Análise Bromatológica
Análises Urológicas
Ativ. Compl.:Tópicos Especiais Biomedicina
Trabalho de Conclusão de Curso I

7º Semestre

Toxicologia
Imageologia II
Estagio Supervisionado II
Gestão Integrada Lab. Microbiologia Alimentícia
Ativ. Compl.:Tópicos Especiais Biomedicina
Trabalho de Conclusao de Curso II

8º Semestre

Estagio Supervisionado III
Empreendedorismo
Disciplina Optativa
Ética Geral - Biomédica e Deontologia
Trabalho de Conclusão de Curso III
Ativ. Compl.:Tópicos Especiais Biomedicina

Fontes: Site Conselho Federal de Biomedicina; Guia do Estudante; Site Faculdades Integradas Einstein de Limeira; Wikipédia.

Eng. Civil - Informações da UFPE


O curso capacita engenheiros para atuar na concepção e análise da viabilidade de um empreendimento, nos projetos, no planejamento e execução de obras e na manutenção durante a vida útil da obra. O engenheiro civil formado pela UFPE é habilitado para atuar em projetos e execução de edifícios em geral, galpões industriais, pontes e viadutos, barragens, contenção de encostas, abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem urbana, irrigação, transportes em geral, rodovias, portos e aeroportos.

Durante o curso é dada ênfase especial aos fundamentos teóricos e à formulação matemática dos casos reais encontrados na engenharia local e regional, de modo que o engenheiro egresso do curso de graduação tem condições de realizar cálculos e projetos de estruturas de edifícios, projetos de fundações nos diversos tipos de solos, projetos de barragens, projetos de hidráulica, de saneamento e de transportes.

Várias disciplinas do curso dedicam-se à execução de empreendimentos para capacitar o engenheiro na etapa da organização de todas as fases de uma obra, provendo, em cada fase, a conveniente disponibilidade de materiais, equipamentos e pessoal adequados; além de prever e controlar custos, cumprindo todas as exigências legais e de segurança.

O campo de atuação do profissional formado pelo curso da UFPE abrange empresas de projeto e de consultoria, construtoras, empresas de base tecnológica, empresas governamentais, instituições de ensino superior e de pesquisa, pública e privada.


Fonte: Site UFPE

Grade Curricular da Universidade de Feira de Santana


Semestre Disciplinas
01 HF801 - MET. DO TRAB. CIENTIFICO
EXA101 - MATEMATICA I
EXA306 - FISICA VI
LET101 - LINGUA PORTUGUESA I


02 EXA105 - GEOMETRIA
EXA107 - CALCULO I
EXA509 - GEOLOGIA GERAL I
LET606 - DESENHO BÁSICO
LET608 - DES.ARQ.E DE CONSTR.CIVIL


03 EXA108 - CALCULO II
EXA145 - ALGEBRA LINEAR I
EXA307 - FISICA VII
EXA510 - GEOLOGIA GERAL II
LET607 - DESENHO TECNICO
TEC101 - MECANICA I


04 EXA113 - INTR.A CIENC.COMPUTADORES
EXA118 - CALCULO III
EXA308 - FISICA VIII
EXA404 - QUIMICA IV
LET605 - GEOMETRIA DESCRITIVA
TEC102 - MECANICA II


05 EXA111 - CALCULO NUMERICO
EXA204 - ESTATISTICA III
TEC103 - RESIST. DOS MATERIAIS I
TEC109 - MATERIAIS DE CONSTRUCAO I
TEC113 - TOPOGRAFIA I
TEC124 - FENOMENOS DO TRANSPORTE

06 TEC104 - RESIST. DOS MATERIAIS II
TEC110 - MATERIAIS CONSTRUCAO II
TEC114 - TOPOGRAFIA II
TEC123 - ELETRICIDADE
TEC125 - HIDRAULICA
TEC128 - CIENCIAS DO AMBIENTE


07 TEC105 - TEORIA DAS ESTRUTURAS
TEC111 - MECANICA DOS SOLOS I
TEC115 - ESTRADAS I
TEC118 - CONSTRUCAO CIVIL I
TEC127 - SANEAMENTO

08 TEC106 - CONSTRUCAO DE CONCRETO I
TEC 108 - CONSTR. DE ACO E MADEIRA
TEC116 - ESTRADAS II
TEC119 - CONSTRUCAO CIVIL II
TEC126 - HIDROLOGIA APLICADA

09 CIS105 - LEGISLACAO
CIS201 - INTRODUCAO A ECONOMIA I
CIS321 - ADM. APLIC. A ENGENHARIA
TEC107 - CONSTRUCAO DE CONCRETO II
TEC112 - MECANICA DOS SOLOS II

10 TEC130 - ESTAGIO SUPERVISIONADO Complementar 1 (0.0.3) 3 135


OP TEC117 - ESTRADAS III Optativa
TEC120 - FUND. DE URBANISMO Optativa
TEC121 - PLAN. DE OBRAS MUNICIPAIS Optativa
TEC122 - ASPEC.GER.DA CONSTRUCAO Optativa
TEC129 - SANEAMENTO AMBIENTAL Optativa
TEC131 - ASTR. DE CAMPO E GEODESIA
TEC132 - INST HIDRAULICAS PREDIAIS
TEC133 - NOC BAS CONC PROTENDIDO
TEC134 - TOP ESP EM ESTRUTURAS
TEC135 - SIST DE DRENAGEM URBANA Optativa
TEC136 - PAT E TER DAS CONSTRUCOES Optativa
TEC137 - HIG E SEG DO TRABALHO Optativa 1
TEC144 - MET.NUM.APL.À ENGANHARIA I Optativa
TEC145 - PRODUÇÃO E QUAL.NA ENGENHARIA Optativa


Fonte: Site UEFS

Informações sobre Engenharia Civil!

O aquecimento do mercado imobiliário brasileiro nos últimos anos segue influenciando a grande procura por engenheiros civis. "Antes, o mercado estava interessado em profissionais para a compra e verificação de terrenos; agora os engenheiros mais requisitados são os que atuam na área de produção, ou seja, os que ficam nas obras coordenando projetos e equipes de trabalho”, explica o engenheiro Gilson de Oliveira Santos, coordenador de obras da construtora Tecnisa, de São Paulo (SP).Quem faz o curso de Engenharia Civil tem pela frente várias possibilidades de atuação profissional.Além de projetar, gerenciar e executar obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas,barragens, canais e portos, o engenheiro civil tem como atribuição a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação.

O profissional pode desenvolver projetos, trabalhar no canteiro de obras ou ainda dedicar-se à administração de recursos prediais, gerenciar a infraestrutura e a ocupação de um edifício. Entre os setores apontados por profissionais da área como muito promissores, está o de petróleo e gás. "Essas áreas terão investimentos em obras de grande porte, como gasodutos, refinarias, plataformas, navios e estaleiros", diz Henrique Andion, diretor da construtora OAS. Segundo ele, muitas oportunidades de trabalho nos próximos anos surgirão nos setores de energia e de saneamento básico. Para ter destaque nessa área, entretanto, é preciso boa dose de dedicação. "O setor requer profissionais disponíveis a todo o momento para viagens e muito trabalho", diz Henrique. "Também é preciso ter carisma para trabalhar com pessoas, especialmente operários de obras, ser otimista, perseverante e o principal: saber observar e entendera obra como um todo."


O mercado de trabalho

O mercado da engenharia civil vive um bom momento. "Praticamente todos os alunos formados no último ano aqui na faculdade puderam escolher as empresas onde estão trabalhando",conta Teresinha Bonuccelli, coordenadora do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Uma das alavancas para a profissão é o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que abriu milhares de postos de trabalho na construção de estradas, aeroportos, moradias, infraestrutura e planejamento urbano. E a previsão para os próximos anos, apesar da atual crise financeira, é boa: com a Copa do Mundo de 2014 se aproximando, a consequência natural é a criação de ainda mais empregos. Além de botar a mão na massa, gerenciando canteiros de obras, o engenheiro civil é solicitado para desenvolver atividades no escritório, fazendo cálculo de estruturas, elaborando orçamentos e planejamentos e desenvolvendo projetos. Órgãos públicos e ONGs que atuam em áreas relacionadas a saneamento básico e à infraestrutura em geral também têm portas abertas. A maioria das vagas está na capital e no interior de São Paulo, além de Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pará e Goiás, mas há postos de trabalho em todo o Brasil. "Muitas empresas de construção civil de porte médio a grande com sede em outros estados e filiais em São Paulo têm contratado nossos ex-alunos para trabalhar em outras regiões do país. Há boa procura também por estagiários e trainees",destaca Teresinha.

O curso

Disciplinas como matemática, física, estatística, desenho e lógica são o forte do currículo. Portanto, prepare-se para exercitar suas habilidades em cálculo e desenho. Há atividades em laboratório e matérias das áreas de administração e economia que ensinam técnicas e métodos de gerenciamento de projetos e equipes. Nos três anos finais, você cursa disciplinas mais ligadas às áreas de especialização escolhidas: estruturas, construção civil, hidráulica e saneamento, transportes ou geotecnia. Para obter o diploma, o estágio é obrigatório. Em algumas escolas também se exige um trabalho de conclusão de curso. Há instituições que oferecem formação direcionada a uma habilitação, como estruturas ou transportes.

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

Construção urbana
Projetar, construir e reformar prédios e grandes instalações, como estádios esportivos, shopping centers e aeroportos.

Estruturas e fundações
Projetar e edificar fundações e estruturas de madeira, aço ou concreto, que dão apoio às construções, calculando o material necessário e as dimensões da obra.

Gerência de recursos prediais
Manter em ordem a infraestrutura de prédios e estabelecer padrões de qualidade, ocupação e uso do espaço.

Hidráulica e recursos hídricos
Projetar, gerenciar e executar obras de barragens, canais, reservatórios, sistemas de irrigação, drenagem ou obras costeiras.

Saneamento
Fazer o projeto e construir obras de saneamento básico, como redes de captação e distribuição de água e estações de tratamento de água e esgotos.

Transportes
Projetar e construir obras de infra-estrutura, como rodovias, ferrovias, viadutos, portos, metrôs e viadutos.

Fonte: Guia do Estudante

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Informações sobre Gastronomia!

São as técnicas utilizadas para a preparação de alimentos e bebidas e na gestão de restaurantes. O profissional de Gastronomia domina os métodos de segurança alimentar e de planejamento e produção de cardápios de restaurantes de cozinha internacional e nacional, hotéis, redes de lanchonetes, bufês, empresas de serviços alimentícios, companhias aéreas e até hospitais. Com técnicas apuradas, executa desde a preparação de pratos mais simples até os de alta gastronomia. Pode especializar-se nas áreas de confeitaria, panificação ou em um tipo de culinária específica, como japonesa, alemã, francesa e italiana, entre outras. Também é de sua responsabilidade supervisionar o funcionamento da cozinha, treinar o pessoal, cuidar da tabela de preços, negociar com fornecedores, manter contato com clientes e desenvolver estratégias de marketing que visem à rentabilidade. Outra possibilidade é ser consultor, prestando assessoria para a abertura de um restaurante ou na mudança de cardápio de um estabelecimento que já esteja em funcionamento.


O mercado de trabalho

A área encontra-se em plena expansão tanto para os bacharéis quanto para os tecnólogos. As melhores oportunidades estão em restaurantes de cardápio sofisticado, como os de cozinha internacional, nos quais o profissional atua como chef de cozinha. Uma nova alternativa é atuar como personal chef para famílias de alto poder aquisitivo, que buscam refinar seu cardápio diário. A consultoria é outra atividade que cresce, assim como as áreas de gestão, confeitaria e panificação e gastronomia hospitalar. "Apresentar uma alimentação mais saborosa e visualmente atrativa faz parte do conceito de humanizar o atendimento aos pacientes", diz Marcelo Neri, coordenador de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. A maioria das vagas concentra-se no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde são realizados grandes eventos e se localiza a maioria dos restaurantes de alto padrão. Locais turísticos no interior e no litoral desses estados também oferecem boas oportunidades. Cidades do Nordeste apresentam demanda por chefs, principalmente nos novos hotéis e resorts. Marcelo acredita que haja ainda oportunidades fora do Brasil. "Dubai, por exemplo, tem um grande mercado em expansão. Há também trabalho em navios de cruzeiros durante todo o ano", afirma.

O curso

Há poucos cursos de bacharelado nessa área no Brasil. Desde o primeiro ano, eles mesclam matérias práticas com teóricas. Na parte teórica, os destaques ficam para história da gastronomia, bioquímica, microbiologia e segurança dos alimentos, funcionamento de restaurantes, desenvolvimento de pessoal e higiene, além de sociologia, matemática, estatística, psicologia, direito, legislação aplicada e gestão financeira. A prática – que enche os olhos dos alunos – é recheada de disciplinas como coquetel e drinques,panificação, sobremesas, confeitaria, cozinha brasileira e internacional, arte em frutas e legumes, enologia, café da manhã e serviço de quarto e cozinha alternativa. Em alguns cursos ainda há aulas de inglês, espanhol e francês instrumentais.


Duração média: quatro anos.


O curso tecnológico, disponível em diversas instituições de todas as regiões do país, é eminentemente prático. O aluno passa a maior parte do tempo na cozinha, aperfeiçoando habilidades como o manuseio de instrumentos, aprendendo técnicas de preparo e em aulas de cozinhas específicas (asiática, mediterrânea, vegetais, carnes e aves entre outras). O estudante recebe noções de higiene alimentar e aprende a organizar eventos e banquetes. Há algumas disciplinas da área de administração e marketing, como custos, gestão de pessoas e empresarial e da legislação que regula o setor. Algumas faculdades têm matérias especiais, como gastronomia hospitalar, dietas alternativas e técnicas dietéticas. A Anhembi Morumbi, além da Gastronomia, oferece o curso de Confeitaria e Panificação. Entre as disciplinas estão chocolate básico e avançado, estêncil, moldes e aero grafia, sobremesas geladas e panificação internacional.


Duração média: dois anos.

O que você pode fazer

Chef de cozinha
Planejar e preparar cardápios sofisticados de acordo com o tipo de cozinha que comanda, seja ela internacional, seja nacional.

Chef Pâtissier
Especializar-se em confeitaria, na preparação de pratos decorados doces e salgados.

Consultoria
Prestar assessoria técnica para a abertura de novos restaurantes ou para propor melhorias em estabelecimentos já abertos, que pode ser desde uma mudança no layout da casa até a mudança de cardápios e fornecedores.

Desenvolvimento de produtos
Criar e preparar pratos usando alimentos fornecidos por uma determinada indústria.

Gestão do negócio
Administrar todo o funcionamento do restaurante, desde a contratação e treinamento de pessoal até os recursos financeiros e contato com clientes.

Personal chef
Atuar como chef de cozinha em casas de família, na preparação de cardápios e receitas. Segurança alimentar Fazer vistorias em cozinhas industriais e restaurantes para verificar se as regras de segurança alimentar estão sendo cumpridas.

Fonte: Guia do Estudante

Informações sobre Odontologia!

É a ciência voltada para o estudo e o tratamento dos dentes, da boca e dos ossos da face. O dentista cuida da saúde e da estética da boca. Restaura, extrai e limpa dentes, projeta e instalapróteses e realiza cirurgias. Também previne e cura de doenças da gengiva, da bochecha e da língua. Existem diversas especialidades, como a periodontia (tratamento da gengiva) e a dentística restauradora, voltada para as características anatômicas, funcionais e estéticas dos dentes. Esse profissional, que em geral faz carreira em consultório particular, costuma iniciar-se na profissão dividindo o espaço de atendimento, por causa dos altos custos dos equipamentos.Para exercer a profissão é preciso registrar-se no Conselho Regional de Odontologia.


O mercado de trabalho

Como a maior parte das faculdades de Odontologia está localizada no Sudeste, a concorrência é acirrada. Por outro lado, há áreas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste com carência desse especialista, o que sinaliza a má distribuição de cirurgiões-dentistas pelo país. O setor público é um grande empregador. O Programa Brasil Sorridente, lançado em 2004, foi a primeira política nacional de saúde bucal implantada pelo governo federal no país. Segundo o Ministério da Saúde, o número de equipes de saúde bucal, formadas por cirurgiões-dentistas e profissionais auxiliares, pulou de 4.261, em 2002, para 16.756, em maio de 2008. O programa propiciou a criação de 1.159 consultórios odontológicos, 551 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e 310 Laboratórios de Prótese Dentária. Abrir um consultório exige grande investimento e o retorno é demorado, por isso muitos recém-formados prestam concurso público ou trabalham como funcionário em clínicas odontológicas, principalmente nas populares. Para quem é autônomo, as áreas mais aquecidas são a dentística restauradora, a endodontia, a odontopediatria e a implantodontia. Nesses casos, as capitais e as grandes cidades são os melhores mercados. Com o envelhecimento da população, a odontogeriatria apresenta boas perspectivas.

O curso

A formação básica inclui disciplinas da área de saúde e Ciências Biológicas, como anatomia, patologia, fisiologia, histologia, microbiologia, imunologia e bioquímica. As matérias profissionalizantes incluem radiologia, materiais dentários, dentística, endodontia, periodontia, cirurgia e traumatologia, próteses, odontopediatria, ortodontia, entre outras. No segundo ano, o aluno começa a treinar restaurações e demais procedimentos em aulas práticas de laboratório,utilizando um manequim odontológico. A partir do terceiro, passa a atender pacientes na clínica da faculdade. É obrigatória a apresentação de um trabalho de conclusão de curso.

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

Clínica geral
Restaurar e extrair dentes. Implantar próteses.

Dentística restauradora
Restabelecer a forma e a função dos dentes, clarear e corrigir sua posição.

Endodontia
Tratar alterações na polpa e na raiz dos dentes.

Estomatologia
Diagnostica e trata doenças da boca.

Implantodontia
Implantar próteses isoladas, parciais ou completas (dentaduras) nos maxilares.

Odontologia legal
Fazer exame e perícia judicial e elaborar atestados e laudos técnicos. Identificar cadáveres pela arcada dentária.

Odontologia do Trabalho
Atender pacientes cuja atividade profissional traz risco á saúde bucal.

Odontologia em saúde coletiva
Atuar junto a planos de saúde e cooperativas e na montagem de programas de assistência social

Odontologia para pacientes especiais
Atender pacientes com necessidades especiais (pacientes em situação de risco ou que apresentam psicopatologias ou patologias físicas).

Odontopediatria
Tratar problemas bucais e dentes de crianças.

Ortodontia
Alterar a mordedura e a posição dos dentes com aparelhos.

Patologia bucal
Fazer exame laboratorial para identificar doenças.

Periodontia
Cuidar das gengivas e dos ossos que dão sustentação aos dentes, fazendo cirurgias, raspagens e implantes.

Prótese dentária
Projetar e confeccionar próteses de dentes danificados ou substituir os destruídos, restabelecendo disfunções na mordedura e na mastigação.

Radiologia
Diagnosticar problemas na boca, na face e nos maxilares por meio de imagens de raios X.

Traumatologia e cirurgia bucomaxilofacial Diagnosticar traumatismos, lesões e anomalias na boca, na face e no sistema estomatogmático (os órgãos que envolvem o sistema de mastigação, como maxilar, mandíbula e gengiva) e fazer cirurgias, implantes, transplantes e enxertos para recuperá-los.

Fonte: Guia do Estudante

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tire suas dúvidas sobre os Cursos Tecnólogos

Veja as respostas para as principais questões de quem ainda está em dúvida entre
um curso superior de tecnologia e uma graduação de bacharelado ou licenciatura

Qual a diferença entre um curso superior de tecnologia e os outros?

No bacharelado e na licenciatura, a ênfase do currículo está no aprendizado teórico e
a formação procura abranger também a pesquisa e extensão. Já um curso superior de
tecnologia tem como objetivo preparar o aluno para o mercado, com capacidade de
articular o conhecimento para os processos de produção, gestão, serviços e inovação
cientifica e tecnológica.

O diploma do tecnólogo vale menos no mercado?

Essa é uma ideia equivocada. Dependendo da área de formação, é o contrário: ter um
diploma de tecnólogo pode ser mais interessante, já que durante o curso, o candidato
tem contato com habilidades muito específicas e voltadas para a demanda do mercado.

Quais as áreas mais indicadas para trabalhar com diploma de tecnólogo?

O mercado tem absorvido os tecnólogos de maneira ampla, mas algumas áreas se
destacam. Atualmente, as ocupações na área de gestão são as que mais empregam
tecnólogos, mas também são muito requisitados profissionais para as áreas ligadas
à produção industrial, como petróleo e gás, e saúde e estética como cosmetologia.
Qual a diferença entre um tecnólogo e alguém que cursou o ensino técnico?
O curso de tecnologia é de nível superior e proporciona uma abordagem mais ampla,
enquanto o curso técnico é apenas nível médio.

Por que os cursos de tecnologia são mais curtos?

Porque o currículo é concentrado na prática profissional, ou seja, é voltado para a
aplicação dos conhecimentos a processos, produtos e serviços. A carga horária prevista
em lei é de 1.600 a 2.400 horas, o equivalente a um período de dois a quatro anos.

É possível prestar um concurso público com diploma de tecnólogo?

Na maioria dos concursos não há nenhuma restrição, mas elas podem estar
especificadas no edital do concurso, caso a área de atuação desejada, como
pesquisa científica, por exemplo, não possa ser atendida por um tecnólogo.

É possível cursar uma pós-graduação?

Sim, tento lato sensu (especialização) quanto stricto sensu (mestrado e doutorado)

Fonte: Guia de Cursos Superiores Tecnólogos │2011