domingo, 22 de agosto de 2010

Informações sobre Arquitetura!

Depois de passar por um período próspero, em que a construção civil caminhou de maneira acelerada, o país vê o mercado andar um pouco mais devagar. Com isso, os profissionais envolvidos no setor, entre eles o arquiteto, precisam de mais competência para se manter na ativa. Além de atuar na elaboração e construção de empreendimentos, o arquiteto tem campo aberto nas etapas finais de uma obra, como a decoração de interiores. O início e a conclusão dos empreendimentos representam possibilidades diversas para o arquiteto. Estima-se que 40% das construções tenham um profissional desse perfil para cuidar do acabamento, que vai desde a escolha dos revestimentos até a seleção de objetos de decoração. Tudo para atrair o interesse de compradores. "Trata-se de um trabalho importante porque as pessoas buscam cada vez mais locais agradáveis", diz a arquiteta Alice Martins, sócia do escritório Alice Martins e Flavio Butti, especializado em design de interiores, de São Paulo. O estudante que se interessar por essa área precisa ter disposição para enfrentar reuniões com clientes ou fornecedores e para bater perna atrás das novidades do mercado. Outras características indispensáveis são criatividade, organização e habilidade para desenhar. Entre suas funções está a de determinar quais materiais serão usados nas obras, levando em consideração o uso do imóvel. Em parceria com o engenheiro civil, o arquiteto acompanha o andamento de construções e gerencia custos e mão de obra. Na área de urbanismo, o profissional de arquitetura atua na orientação do crescimento de cidades e em projetos de saneamento.

O mercado de trabalho

O mercado da construção civil está aquecido em todo o país, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste. A necessidade de as construtoras contarem com projetos diferenciados para conquistar a preferência do consumidor torna o arquiteto um profissional essencial. Nem a ameaça de crise financeira deve atrapalhar. "As dificuldades do setor no Brasil são as mesmas há anos, mas o cenário tem melhorado. A proteção ao crédito no país é maior do que no mercado norte-americano. O ramo imobiliário, até aqui, não foi afetado pela crise", explica Silvio Passareli, diretor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), de São Paulo. Paisagistas e urbanistas encontram lugar na administração nas prefeituras municipais, para realizar o reordenamento territorial e organizara distribuição de terras. A possibilidade de abrir o próprio escritório existe, mas é mais difícil para o recém-formado, com pouca experiência. Empresas privadas de diversos ramos de atuação, como criação de mobiliário, cerâmica e montagem de cozinhas, também têm oferecido vagas para o arquiteto. O mercado do interior paulista é amplo e muitos graduados estão migrando para cidades como Campinas, Limeira e Ribeirão Preto. "Nessas cidades, os profissionais encontram campo e espaço para atuar. Muitos deles, que são do interior, decidem voltar à sua cidade de origem depois de formados para trabalhar", conta Passareli. Em regiões menos desenvolvidas, o arquiteto sempre foi considerado um artigo de luxo e, portanto, pouco procurado tanto pelo setor público quanto pelo privado. Mas esse panorama começa ser alterado.

O curso

O currículo mescla disciplinas das Ciências Humanas e de Exatas, como matemática, história da arte, resistência de materiais e computação gráfica. O primeiro semestre é bastante teórico, mas, já a partir do segundo, há maior carga de aulas práticas. A criatividade é fundamental na hora de o estudante fazer os esboços, mas é preciso estar pronto para mergulhar nos cálculos. Estágio e trabalho de conclusão de cursos são obrigatórios na maioria das instituições.

O que você pode fazer

Arquitetura de interiores
Organizar o espaço interno, definindo os materiais de acabamento e a distribuição de móveis e objetos, considerando a acústica, a ventilação, a iluminação e a estética.

Comunicação visual
Criar a identidade visual de empresas e produtos, com logotipos, embalagens e material impresso ou digital.

Paisagismo e ambiente
Desenvolver espaços abertos, como jardins, parques e praças, combinando plantas, pedras, madeiras, calçamento e iluminação.

Edificação e construção
Projetar, acompanhar e coordenar obras, definindo materiais e controlando prazos e custos.

Luminotécnica
Fazer o projeto de iluminação de grandes e pequenos espaços. Realizar a iluminação de eventos. Restauro de edifícios
Recuperar casas e prédios antigos ou deteriorados, mantendo as características originais.

Urbanismo
Planejar uma região, cidade ou bairro, elaborando o plano diretor e o zoneamento que vão direcionar o crescimento.

Fonte: Guia do Estudante

Odontologia - Enade

O ENADE E OS CURSOS DE ODONTOLOGIA

Menos de 1,5% dos cursos de ensino superior avaliados pelo novo indicador do Ministério da Educação (MEC) – o Conceito Preliminar de Curso, o CPC - receberam nota máxima (4 e 5). Das 3.238 graduações listadas pelo MEC, apenas 47 conseguiram alcançar nota 5 no recém-criado conceito. Desse subtotal, cinco são de Odontologia e pertencem a universidades públicas, seguindo uma tendência registrada pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade): a maior concentração de cursos com notas mais altas está nas universidades e faculdades públicas. Entre as notas máximas aparece apenas um curso particular.
Cerca de 15% receberam os conceitos 1 e 2 e passarão por vistoria do MEC. Além disso, correm o risco de serem fechados se não cumprirem termos de compromisso para melhorar a qualidade do ensino. Desse grupo, há duas faculdades de odontologia, ambas particulares.
O novo indicador vai orientar a renovação das licenças de funcionamento concedidas pelo MEC. Os cursos com nota 1 e 2 serão visitados por fiscais do ministério.
Ainda de acordo com os dados divulgados no dia 6 de agosto pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 508 cursos superiores foram reprovados pelo MEC. As instituições privadas ficaram com o mais alto percentual de notas baixas: 87%.

Cursos avaliados

O Enade avaliou no ano passado cursos das áreas de saúde, agrárias e serviço social. As provas foram aplicadas a 190 mil estudantes de todo o país.
No total, foram avaliados cursos de 16 áreas do conhecimento: odontologia, agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, serviço social, radiologia, agroindústria, terapia ocupacional e zootecnia.
O exame foi criado em 2004 para avaliar a qualidade dos cursos e instituições de ensino superior em todo o Brasil e o grau de aprendizado dos estudantes. As provas incluem questões de formação geral e de conteúdos específicos.
O novo método também inclui o resultado do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observados e Esperados (IDD), que avalia a quantidade de conhecimento que o aluno agregou durante a graduação, além da infra-estrutura do curso, a titularidade dos professores e uma avaliação dos alunos sobre o currículo.
Ao comentar os resultados, o ministro da Educação, Fernando Haddad, evitou apontar causas diretas para a disparidade entre os resultados das instituições públicas e privadas, também verificado nos resultados do Enade.

“Possivelmente tem a ver com o regime de trabalho, com a titulação dos professores, mas pode estar ligado também com a condição sócio-econômica dos alunos, entre outras tantas variáveis”, apontou.

Segundo Haddad, o MEC patrocina grupos de pesquisa para avaliar indicadores educacionais e subsidiar as políticas de melhoria da qualidade do ensino. “O melhor a fazer é fomentar a academia para trabalhar esse tema e trazer para o conhecimento dos órgãos públicos o que pode ser feito para melhorar”, ponderou.
Com o CPC, Haddad espera “racionalizar e desburocratizar” os processos de avaliação do ensino superior, já que apenas as instituições com conceitos 1 e 2 – “mais preocupantes”, segundo Haddad – passarão por vistorias in loco. Quem tiver conceito 3, 4 ou 5 será dispensado da visita.

Notas máximas da Odontologia

Os cinco cursos de Odontologia que obtiveram a nota máxima (5) pertencem às seguintes universidades: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Araraquara); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); e Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Araçatuba).

E as piores...
Entre as piores, estão a Faculdade de Odontologia de Manaus (FOM) e Faculdade de Odontologia do Planalto Central (FOPLAC).



--------------------------------------------------------------------Conceito Enade
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE VALENÇA --------- 3
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA --------- 1
CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE --------- 2
CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS --------- 3
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE NOVA FRIBURGO --------- 2
FACULDADE SÃO JOSÉ ---------2
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ------------ 5
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ -------- 3
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO -------- 4
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE -------- 4
UNIVERSIDADE GAMA FILHO -------- 3
UNIVERSIDADE IGUAÇU -------- 2
UNIVERSIDADE IGUAÇU -------- 2
UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA --------- 3
UNIVERSIDADE SEVERINO SOMBRA -------- 4
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA -------- 3

Fonte: MEC/INEP

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Informações sobre Letras!

É o estudo da língua portuguesa e de idiomas estrangeiros e de suas respectivas literaturas. O bacharel em Letras pesquisa e ensina o português e idiomas estrangeiros e a literatura brasileira e de outros povos. Em geral, ele se especializa em uma língua moderna, como inglês, espanhol, francês e alemão. Mas também pode dedicar-se a línguas clássicas, como latim e grego. Essa é uma área em que é preciso estudar sempre, a fim de manter o domínio dos idiomas e estar atualizado com as novas expressões idiomáticas. O principal campo de trabalho está nas escolas do ensino fundamental e médio ou de idiomas. Mas também há espaço em editoras, para fazer a preparação de originais e para revisar e traduzir textos, e nas áreas de interpretação e secretariado bilíngue.


O mercado de trabalho

Quem opta pela licenciatura tem boas perspectivas em todo o país. Escolas das redes pública e particular contratam professores de português, espanhol ou inglês. Os formados que obtêm o título de mestre ou doutor podem lecionar em universidades e desenvolver projetos de pesquisa acadêmica. Nas editoras de revistas e livros, o campo também é bom, já que essas empresas precisam dos serviços de revisores de textos. No setor editorial, pode atuar em produção editorial, preparação de obras didáticas e tradução. O especialista é requisitado por empresas para treinar funcionário sou ensinar português para estrangeiros. É possível atuar como intérprete em eventos ou para grupos estrangeiros. Um segmento em ascensão é o de "localização" – tradução dos comandos de programas de computador importados.

O curso

O aluno opta logo no início por um idioma estrangeiro – como inglês, francês, espanhol e italiano – para estudar e treinar em laboratório e sala de aula. Análise literária, produção de textos, tradução e pesquisa sobre a evolução e o uso dos idiomas ocupam boa parte da carga horária. Entre as matérias teóricas estão teoria literária, semântica e fonologia, além de língua portuguesa e literaturas portuguesa e brasileira. Para lecionar é preciso fazer licenciatura. Algumas faculdades oferecem as duas formações, a de bacharel e a de licenciado. Há instituições que oferecem, como parte da graduação, programas especiais, como o de formação de escritores, uma série de oficinas que ensina ao aluno as principais técnicas de redação literária.

Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer

Editoração
Trabalhar na preparação de textos, da seleção dos originais à tradução, padronização e revisão.

Ensino
Lecionar em classes de ensino fundamental, médio e superior ou em escolas de idiomas. Treinar funcionários de empresas na fluência de idiomas estrangeiros.

Tradução
Verter textos do português para línguas estrangeiras, ou vice-versa, em editoras, agências de publicidade, empresas estrangeiras e em laboratórios de dublagem e legendagem de filmes e vídeos

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Informações sobre Perito Criminal!

Peritos, em sentido amplo, são pessoas físicas entendidas e experimentadas em determinados assuntos e, designadas pela Justiça, recebem a incumbência de ver e referir fatos de natureza permanente, cujo esclarecimento é de interesse no processo. A convocação para o papel de Perito é uma forma de reconhecimento de competências, decorrente em grande medida da autoridade científica do próprio Perito.

Perito Criminal é o policial a serviço da justiça, especializado em encontrar ou proporcionar a chamada prova técnica ou prova pericial, mediante a análise científica de vestígios produzidos e deixados na prática de delitos. As atividades periciais são classificadas como de grande complexidade, em razão da responsabilidade e formação especializada revestidas no cargo.

O Perito Criminal estuda o corpo (ou objeto envolvido no delito), refaz o mecanismo do crime (para saber o que ocorreu), examina o local onde ocorreu o delito e efetua exames laboratoriais, entre outras coisas. Nos estados onde a Polícia Científica é desvinculada da Polícia Civil, o Perito Criminal, na qualidade de detentor de autoridade científica, atua como Chefe de Polícia Científica.

O perito criminal é, de rigor, uma categoria profissional que integra os órgãos de segurança, em sua atividade investigativo-científica, de marcante relevância para o Poder Judiciário. Diferentemente das Polícias Civis e do Ministério Público, cuja função se alicerça na suspeita e na acusação, os Juízes de Direito e Peritos Criminais se baseiam na imparcialidade de aferição das provas.

Ingresso

O ingresso na carreira é obtido obrigatoriamente por concurso público, que pode ser de provas ou de provas e títulos. Embora o Código de Processo Penal não faça diferenciações entre os tipos de Peritos, comumente nas Polícias Civis dos estados eles são divididos em Perito Criminal e Médico Legista.

O cargo de Perito Criminal ou Criminalístico (podendo ser estadual ou federal) exige formação de nível superior em qualquer área do conhecimento, sendo que diversas Polícias exigem formação específica, por exemplo: Biologia, Biomedicina, Computação, Contabilidade,Direito, Engenharias, Farmácia, Física, Fonoaudiologia, Matemática, Medicina, Psicologia, Medicina Veterinária, Química, dentre outras. Já o cargo de Perito Legista geralmente subdivide-se em Perito Médico-Legista (cargo privativo de médico), Perito Odonto-Legista (cargo privativo de dentista). Os Peritos Criminais geralmente trabalham em locais de crime (perícias de natureza externa) e nos Institutos de Criminalística (natureza interna), enquanto os Médicos Legistas geralmente trabalham nos Institutos Médicos Legais (IMLs), em conjunto com os Odonto-Legistas, responsáveis pelas análises das vísceras e demais vestígios coletados durantes os exames de corpo de delito, seja no morto (de cujus) ou na pessoa viva.

Prova Pericial

A perícia criminal, requisitada pela Autoridade Policial, Ministério Público e Judiciário, é a base decisória que direciona a investigação policial e o processo criminal. A prova pericial é indispensável nos crimes que deixam vestígio, não podendo ser dispensada sequer quando o criminoso confessa a prática do delito.

A perícia é uma modalidade de prova que requer conhecimentos especializados para a sua produção, relativamente à pessoa física, viva ou morta, implicando na apreciação, interpretação e descrição escrita de fatos ou de circunstâncias, de presumível ou de evidente interesse judiciário.

O conjunto dos elementos materiais relacionados com a infração penal, devidamente estudados por profissionais especializados, permite provar a ocorrência de um crime, determinando de que forma este ocorreu e, quando possível e necessário, identificando todas as partes envolvidas, tais como a vítima, o criminoso e outras pessoas que possam de alguma forma ter relação com o crime, assim como o meio pelo qual se perpetrou o crime, com a determinação do tipo de ferramenta ou arma utilizada no delito.

Apesar de o laudo pericial não ser a única prova, e entre as provas não haver hierarquia, ocorre que, na prática, a prova pericial acaba tendo prevalência sobre as demais. Isto se dá pela imparcialidade e objetividade da prova técnico-científica enquanto que as chamadas provas subjetivas dependam do testemunho ou interpretação de pessoas, podendo ocorrer uma série de erros, desde a simples falta de capacidade da pessoa em relatar determinado fato, até o emprego de má fé, onde exista a intenção de distorcer os fatos.

A perícia criminal encontra-se atualmente em processo de expansão no Brasil, com início de valorização por parte das autoridades, mas em curso demasiadamente lento, o que faz com que o Perito Criminal ainda seja visto através de uma fachada de filmes de Hollywood, o que não se aplica à realidade brasileira.

A execução das perícias criminais é de competência exclusiva dos Peritos Criminais.Essa afirmação é reforçada pelo Art. 25 da Lei Geral da Polícia Civil (Projeto de Lei 1949/07), que caracteriza a figura do Perito Criminal como essencial para o funcionamento da Polícia Judiciária ou da Polícia Científica, nos estados onde esta estiver em operação.

Características Processuais dos Peritos
• São órgãos estáticos, à semelhança dos Juízes;
• São órgãos dotados de formação universitária plena;
• São órgãos vinculados a entidades de classe (CRQ, CRF, CRFa, CREAA, CRP, CRM), ao contrário dos Juízes que não estão filiados à OAB;
• Transformam-se em órgãos dinâmicos, quando regularmente requisitados por autoridade competente (policial, policial militar, judiciária penal, judiciária militar), como os Juízes, ao receberem a denúncia ou a queixa.

Atribuições Legais
São atribuições legais dos Peritos Criminais:
• Supervisionar, coordenar, controlar, orientar e executar perícias criminais em geral;
• Planejar, dirigir e coordenar as atividades científicas;
• Fornecer elementos esclarecedores para a instrução de inquéritos policiais e processos criminais;
• Promover o trabalho especializado de investigação e pesquisa policial;
• Executar atividades técnico-científicas de nível superior de análises e pesquisas na área forense;
• Proceder a levantamentos topográficos e fotográficos e a exames periciais, laboratoriais, odonto-legais, químico-legais e microbalísticos;
• Emitir parecer sobre trabalhos criminalísticos;
• Produzir laudos periciais;
• Elaborar estudos estatísticos dos crimes em relação à criminalística;
• Praticar atos necessários aos procedimentos das perícias policiais criminais;
• Executar as atividades de identificação humana, relevantes para os procedimentos pré-processuais judiciais;
• Desempenhar atividades periciais relacionadas às atribuições legalmente reservadas às classes profissionais a que pertencem.

Atividades Desenvolvidas

As atividades desenvolvidas pelos Peritos são de grande complexidade e de natureza especializada, tendo por objeto executar com exclusividade os exames de corpo de delito e todas as perícias criminais necessárias à instrução processual penal, nos termos das normas constitucionais e legais em vigor, exercendo suas atribuições nos setores periciais de: Acidentes de Trânsito, Auditoria Forense, Balística Forense, Documentoscopia, Engenharia Legal, Perícias Especiais, Fonética Forense, Identificação Veicular, Informática, Local de Crime Contra a Pessoa, Local de Crime Contra o Patrimônio, Meio Ambiente, Multimídia, Papiloscopia, dentre outros.

A função mais relevante do Perito Criminal é a busca da verdade material com base exclusivamente na técnica. Não cabe ao Perito Criminal acusar ou suspeitar, mas apenas examinar os fatos e elucidá-los. Desventrar todos os aspectos inerentes aos elementos investigados, do ponto exclusivamente técnico.

Armamento Utilizado

Os Peritos Criminais, bem como os demais policiais da área científica, diferem da maioria dos policiais civis e militares pelo fato de não praticarem atos de policiamento ostensivo ou preventivo especializado. Sendo a atividade das Polícias Científicas (e dos Departamentos Técnico-Científicos das Polícias Civis) de natureza estritamente pericial, é praticamente nula a existência de armamento pesado (como fuzis e submetralhadoras) em posse de Peritos Criminais e policiais técnico-científicos.

Ainda assim, como trata-se de cargos de natureza policial, sujeitos a trabalhos em locais de crime de variada periculosidade e com deslocamento feito em viaturas devidamente caracterizadas, a maioria dos Peritos está dotada de pistolas, revólveres e espingardas.

Remuneração

O salário médio de um Perito Criminal em início de carreira no Brasil é de R$ 5.040,20 - sendo o menor salário o pago pelo Estado do Mato Grosso do Sul (R$ 3.100,00) e o maior salário o pago pela Polícia Federal e pela Polícia Civil do Distrito Federal (R$ 13.368,68).

Fonte: Wikipédia

domingo, 8 de agosto de 2010

Informações sobre Arquivologia!

A crescente produção de conteúdos por meios eletrônicos e a necessidade de organizá-los contribui para o aumento da procura por arquivistas. O campo de trabalho para esse profissional se encontra em ascensão. Para os próximos anos, as perspectivas são de crescimento da oferta de trabalho, sobretudo por causa do aumento das requisições do serviço público. As grandes cidades, que possuem redes mais complexas de serviços públicos e sediam empresas de maior porte, constituem os principais núcleos de absorção desses profissionais. As vagas encontram-se principalmente nas grandes cidades, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG), onde empresas privadas criam centros de documentação para o registro de sua trajetória, e Brasília, em razão do setor público. No entanto, há oportunidades em todo o Brasil. No setor privado, os arquivistas são cada vez mais procurados por hospitais, instituições de ensino superior, indústrias, centros de memória, casas de cultura e grandes escritórios de advocacia, engenharia e arquitetura. Em consultorias de arquivologia, como a Acervo (SP) e a Poliedro (DF), existem vagas de trabalho temporário. Como elas prestam serviço para várias empresas e órgãos públicos, buscam profissionais para atuar por tempo determinado. O bacharel também tema possibilidade de abrir a própria consultoria e atuar como autônomo.

O mercado de trabalho

A crescente produção de conteúdos por meios eletrônicos e a necessidade de organizá-los contribui para o aumento da procura por arquivistas. O campo de trabalho para esse profissional se encontra em ascensão. Para os próximos anos, as perspectivas são de crescimento da oferta de trabalho, sobretudo por causa do aumento das requisições do serviço público. As grandes cidades, que possuem redes mais complexas de serviços públicos e sediam empresas de maior porte, constituem os principais núcleos de absorção desses profissionais. As vagas encontram-se principalmente nas grandes cidades, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG), onde empresas privadas criam centros de documentação para o registro de sua trajetória, e Brasília, em razão do setor público. No entanto, há oportunidades em todo o Brasil. No setor privado, os arquivistas são cada vez mais procurados por hospitais, instituições de ensino superior, indústrias, centros de memória, casas de cultura e grandes escritórios de advocacia, engenharia e arquitetura. Em consultorias de arquivologia, como a Acervo (SP) e a Poliedro (DF),existem vagas de trabalho temporário. Como elas prestam serviço para várias empresas e órgãos públicos, buscam profissionais para atuar por tempo determinado. O bacharel também tema possibilidade de abrir a própria consultoria e atuar como autônomo.

O curso

Além das disciplinas básicas, como história, teoria da administração, informática estatística, você estuda as específicas, como descrição documental, projeto e implantação de sistemas de arquivo e paleografia (estudo das escritas antigas). Em laboratório, aprende técnicas de classificação, higienização, preservação e guarda de documentos e toma contato com ferramentas computacionais que auxiliam no gerenciamento de arquivos. É necessário conhecer a legislação para avaliar corretamente a validade dos documentos manipulados. Para isso, o aluno tem aulas de avaliação documental. Estágio curricular de255 horas e trabalho de conclusão são obrigatórios.

Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer

Conservação e restauração
Prevenir a deterioração de documentos e recuperar os danificados.

Difusão educativa e cultural
Orientar o público na consulta e no manuseio de documentos.

Documentação eletrônica
Criar banco de dados, fazer microfilmagem e digitalização.

Gestão
Avaliar as informações e os documentos, decidindo pelo arquivamento ou pela destruição.

Racionalização de documentos
Classificar e organizar documentos, a fim de agilizar sua localização e seu uso.


Informações sobre - A Escola de Arquivologia da UNIRIO

A Escola de Arquivologia da UNIRIO é a primeira do Brasil e tem sua origem no Arquivo Nacional. É uma das Escolas do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCH) e já formou mais de 1200 arquivistas.
O curso é oferecido no horário noturno (aulas de 18h às 22h10min de segunda a sexta-feira) com período de integralização curricular de 8 a 12 semestres letivos.

A Arquivologia

A Arquivologia é uma área do conhecimento das Ciências Sociais Aplicadas. Por meio de um quadro conceitual e de uma metodologia própria e específica, estuda e trata os dados contidos nos documentos arquivísticos transformando-os em informação potencialmente capaz de produzir conhecimento e desenvolvimento social. A área de atuação da Arquivologia compreende a gestão da produção, do processamento e da disseminação da informação corrente, necessária e básica para a tomada de decisões na administração contemporânea. Seu objeto de estudo e intervenção é a informação arquivística, isto é, uma informação de natureza orgânica e funcional, pública ou privada, coletiva ou pessoal, produzida, recebida e acumulada por pessoa física ou jurídica em razão de seus objetivos. Com a gestão da informação arquivística assegura-se a constituição e a preservação da memória institucional e pessoal.

O arquivista é um profissional polivalente. Ele precisa ter um conhecimento, ao mesmo tempo, amplo e específico, para assim dar conta do tratamento das informações contidas nos registros documentais produzidos pelas inúmeras atividades da sociedade. O arquivista deverá ser capaz de gerenciar a informação produzida em função das atividades de organizações públicas e privadas e de pessoas físicas, registradas em qualquer suporte ou formato. Deverá, ainda, ser capaz de planejar, organizar e coordenar projetos, serviços e instituições arquivísticas. Para atender a demanda cada vez maior de uma sociedade onde as estruturas de comunicação e informação são referências centrais, o arquivista deve buscar apoio nas tecnologias de informação e no conhecimento de outros idiomas. A sua atuação requer solidez no conhecimento técnico-científico, pautada por um forte componente político e por princípios éticos.

O arquivista coordena e controla a produção, o fluxo e a difusão da informação em qualquer tempo e lugar em que estas sejam produzidas, o que significa nos mais diversos ramos da atividade humana espalhados por toda a sociedade contemporânea. O arquivista atua nas empresas privadas, nas instituições públicas, na administração federal, estadual e municipal, na Internet, nas Universidades, nos arquivos públicos e privados, nos arquivos coletivos e pessoais, nos centros de cultura, nos hospitais, em museus, em bibliotecas... Poderá atuar, ainda como docente e como pesquisador de sua área, estudando e produzindo novos conhecimentos.

A Arquivologia é uma área do conhecimento onde o ensino interdisciplinar prevalece. Fazem parte desse universo dos clássicos da Arquivologia e primeiros grandes manuais aos artigos e obras com a produção científica contemporânea. Deve conhecer a legislação nacional pertinente, preparar-se para participar das decisões em diferentes níveis atuando politicamente, estar atualizado com a plataforma tecnológica existente e com os sites institucionais, acadêmicos e governamentais disponíveis na Internet, bem como conhecer os princípios da moderna administração, organização e método. Além das disciplinas típicas da área, estuda Paleografia, Diplomática, História, Sociologia etc. Para graduar-se, a Escola de Arquivologia da UNIRIO exige que o aluno produza uma pesquisa monográfica com orientação docente como trabalho de fim de curso.

Fonte: Guia do Estudante e Unirio

sábado, 7 de agosto de 2010

Informações sobre Biblioteconomia!

É a classificação, organização, conservação e divulgação do acervo de bibliotecas e centros de documentação. O bibliotecário trabalha como um administrador de dados, que também processa e dissemina a informação. Além de catalogar e guardar as informações, ele orienta sua busca e seleção. Cabe-lhe analisar, sintetizar e organizar livros, revistas, documentos, fotos, filmes e vídeos. É de sua responsabilidade planejar, implementar e gerenciar sistemas de informação,além de preservar os suportes (mídias) para que resistam ao tempo e ao uso. Trabalham em bibliotecas públicas, escolares ou particulares, centros de documentação, arquivos, museus, centros culturais e de memória, hemerotecas, editoras, empresas de comunicação, provedores de internet, ONGs, clubes e associações. Sua atuação se volta cada vez mais para a criação e a manutenção de arquivos digitais e para a montagem de bancos de dados em computadores, empregando sistemas de informática e internet.

O mercado de trabalho

A expansão de instituições de ensino superior e de escolas técnicas aumenta as vagas para os bibliotecários, já que esses estabelecimentos precisam organizar seus bancos dedados e acervos. As áreas ligadas à tecnologia à internet são o novo atrativo para o bacharel, que atua na organização de conteúdo em espaços virtuais, como intranet e bibliotecas digitais. Nesse campo, o bibliotecário encontra oportunidades em arquivos de empresas, centros de documentação públicos e privados, museus, editoras e livrarias. Os órgãos públicos abrem concursos regulares para contratar o profissional, que é requisitado para cuidar de documentações históricas. As bibliotecas do Poder Judiciário são as que mais têm buscado esse bacharel. Ele também encontra trabalho em centros culturais, oficinas de cultura e informação,salas de leitura e de lazer, galerias de arte,brinquedotecas, cinematecas, pinacotecas e videotecas.São Paulo é o estado do país que mais emprega esse tipo de profissional, mas há boas ofertas também no Rio de Janeiro e em Brasília, principalmente nas áreas de gestão e análise de informação. O setor privado tem sido promissor, especialmente na área de comunicação. A necessidade das empresas de obter e utilizar a informação como ferramenta para aumentar a competitividade possibilita ao bibliotecário trabalhar como gestor de informação e avaliador de conteúdo da intranet e da internet, uma área em destaque. Hospitais, escritórios de advocacia e ONGs também são fontes de oportunidades.

O curso

Entre as disciplinas básicas encontram-se língua portuguesa, inglês, história e literatura. Entre as específicas estão incluídas história do registro da informação, indexação e arquitetura da informação. O curso oferece, ainda, aulas de introdução à economia e à contabilidade, marketing e administração de unidades de informação.Com essas matérias, o aluno se prepara para montar sistemas de organização e de acesso aos dados. O estágio é obrigatório e exige-se, ainda, uma monografia de conclusão de curso.

Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer

Análise da informação
Avaliar, selecionar, classificar e indexar livros, documentos, fotos, partituras musicais, fitas de vídeo e de áudio e arquivos digitais.

Gestão de serviços de informação
Planejar, organizar e administrar bibliotecas e centros de documentação. Coordenar a formação do acervo, o arquivamento dos documentos e sua conservação.

Gestão do conhecimento
Desenvolver e gerenciar mecanismos para sistematizar o conhecimento acumulado dentro de uma organização, seja ela uma empresa, uma ONG, uma escola ou uma associação, estimulando sua divulgação.

Normatização
Montar e manter bases de dados, com o emprego de normas internacionais, como o ISO (International Organization for Standardization).

Fonte: Guia do Estudante

Psicologia Jurídica

Quando se fala de psicologia jurídica, a primeira imagem que vem em nossas cabeças é do “doutor” que tenta entender uma mente criminosa, ou que atue apenas junto aos presos, porém a psicologia jurídica vai além disso. Ela é a área da psicologia que está em correlação com Direito, tanto nas questões teóricas como práticas.

No Brasil, o termo Psicologia Jurídica é o mais adotado. Entretanto há profissionais que preferem a denominação Psicologia Forense. Porém o termo forense nos leva a idéia de fórum, tribunal, já a palavra “jurídico” da um sentindo mais amplo e abarca os conhecimentos do Direito. Assim, a palavra “jurídica” torna-se mais abrangente por referir-se aos procedimentos ocorridos nos tribunais, como também àqueles que são fruto da decisão judicial ou ainda àqueles que são de interesse do jurídico ou do Direito.

No principio o psicólogo jurídico apenas servia para formular laudos baseado em diagnostico e testes psicológicos, para ajudar a instituição judiciária a tomar uma decisão. Porém no decorrer do tempo, se viu uma necessidade de mudar este modelo de atuação, dessa forma se buscou novas formas de intervenção, visando o bem estar do individuo, bem como a preservação da sua cidadania.

O objeto de estudo da psicologia jurídica, assim como toda a psicologia, são os comportamentos que ocorrem ou que possam vir a ocorrer, porém não é todo e qualquer tipo de comportamento. Ela atua apenas nos casos onde se faz necessário um inter-relação entre o Direito e a Psicologia, como no caso de adoções, violência doméstica, novas maneiras de atuar em instituições penitenciarias, entre outros.

A Psicologia Jurídica tem que ver tudo de um ponto de vista jurídico? Não, muito pelo contrário, ela tem que transcender tal visão e observar o problema por um ponto de vista psicológico. Não se pode haver uma estagnação neste tipo de relação. Deve repensar se é possível responder, sob o ponto de vista psicológico, a todas as perguntas que lhe são lançadas. Nesses termos, a questão a ser considerada diz respeito à correspondência entre prática submetida e conhecimento submetido. Um se traduz no outro.

Segundo França (2004), a outra forma de relação entre Psicologia Jurídica e Direito, é a complementaridade. A Psicologia Jurídica como ciência autônoma, produz conhecimento que se relaciona com o conhecimento produzido pelo Direito, incorrendo numa interseção. Portanto há um diálogo, uma interação, bem como haverá diálogo com outros saberes como da Sociologia, Criminologia, entre outros.

Os trabalhos de autores brasileiros apresentados no III Congresso Ibero-americano de Psicologia Jurídica enquadram-se nos seguintes setores de atuação:

I – Setores mais tradicionais da Psicologia Jurídica. A cada setor, seguem os temas dos trabalhos apresentados.
Psicologia Criminal
Psicologia Penitenciária ou Carcerária
Psicologia Jurídica e as questões da infância e juventude
Psicologia Jurídica: investigação, formação e ética
Psicologia Jurídica e Direito de Família
Psicologia do Testemunho
Psicologia Jurídica e Direito Civil
Psicologia Policial/Militar

II – Setores mais recentes da Psicologia Jurídica e seus temas:
Mediação
Psicologia Jurídica e Ministério Público
Psicologia Jurídica e Direitos Humanos
Psicologia Jurídica e Magistrados
Proteção a testemunhas
Vitimologia

Informações sobre Psicologia!

O interesse pelo comportamento humano e pelos fenômenos psíquicos é fundamental para quem deseja estudar e trabalhar coma Psicologia. A atuação do psicólogo é sem prefeita de forma singular, e a razão disso é que cada paciente trará particularidades diferentes e apenas compreensíveis no contexto em que ele vive, ou seja, consideradas as condições culturais, históricas e políticas de seu entorno. "A busca pelo entendimento do comportamento individual e grupal nos mais diversos âmbitos de manifestação do homem é a atividade principal do psicólogo", resume Humberto Verona, conselheiro presidente do Conselho Federal de Psicologia. "O profissional recorre a conhecimentos teóricos e práticos para identificar e intervir em ações humanas, nas histórias de interação familiar e social", completa. O mercado de trabalho é tão amplo quanto as individualidades de cada paciente. O segmento mais conhecido é a atividade clínica de diagnóstico, prevenção e intervenção. Mas também é possível atuar em hospitais, instituições de ensino e organizações públicas e privadas as mais variadas. "A carreira de recursos humanos tem sido uma das mais promissoras. Mais alternativas estão na área hospitalar, jurídica e social, afirma Milvana Filippi Sardei, psicóloga clínica e supervisora da Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas.

O mercado de trabalho


A área clínica (atendimento em consultório)continua sendo um desafio para o psicólogo, por causa da grande concorrência, principalmente nos grandes centros. No entanto, algumas especializações da Psicologia mantêm aquecido o mercado de trabalho para esse bacharel. No campo da Saúde, que inclui a psicologia hospitalar, muitas vagas são oferecidas pelo setor público e pelos convênios médicos. Na psicologia do trabalho, o campo de atuação está cada vez mais amplo com a presença do profissional na orientação de carreira e à frente de processos de recrutamento e seleção das empresas. Já no segmento educacional, o psicólogo é demandado por diferentes instituições, como escolas,creches e ONGs. Outra área que tem procura acentuada é a psicologia do esporte, que oferece trabalho para o bacharel que quer atuar junto a esportistas de alto desempenho. "O profissional que tiver interesse em trabalhar com políticas públicas de saúde, assistência social e educação vai encontrar oportunidades de emprego", diz Maria da Graça Marchina Gonçalves, diretora da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Exemplo disso é a participação desses profissionais em equipes multidisciplinares dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), ambos integrantes do Sistema Único de Assistência Social (Suas), do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.Ainda no setor público, os juizados de menores e os centros estaduais e municipais de atendimento ao menor infrator oferecem vagas. Agências de publicidade e empresas em geral contratam psicólogos para montar, acompanhar e tabular pesquisas com os consumidores.

O curso

Desde 2006 foram extintas as titulações de bacharel e de licenciado. Apenas os estudantes que já estão na universidade poderão optar por uma das duas. Desde então, os cursos passaram a ser oferecidos com a titulação única de formação de psicólogo, com duração de cinco anos. O curso aborda as diversas correntes da psicologia. Há disciplinas obrigatórias, como neurologia e antropologia, e optativas, como psicologia do excepcional e problemas de aprendizagem. As novas diretrizes também passam a valorizar mais as disciplinas de pesquisa e o estágio (obrigatório) em várias áreas. Para exercer a profissão é necessário registrar-se no Conselho Regional de Psicologia.

O que você pode fazer

Psicologia clínica

Atender pessoas que sofram de problemas emocionais. Essas intervenções podem ser individuais, em grupos, sociais ou institucionais. Comportamento do consumidor
Estudar o comportamento de determinado grupo de consumidores, para orientar o marketing de empresas privadas e agências de publicidade.

Orientação profissional

Orientar estudantes na escolha do curso e da profissão a seguir.

Psicologia esportiva

Orientar atletas e prepará-los emocionalmente para atividades esportivas e competições. Maximizar o seu rendimento e otimizar a performance. Promover a harmonia entre os membros de equipes e times.

Psicologia educacional

Ajudar pais, professores e alunos a solucionar problemas de aprendizagem. Colaborar na elaboração de programas educacionais em creches e escolas.

Psicologia da saúde

Ao lado de médicos e assistentes sociais, colaborar na assistência à saúde, fortalecendo pacientes e familiares para a recuperação da saúde física e mental.

Psicologia jurídica

Acompanhar processos de adoção, violência contra menores e guarda de filhos. Atuar em presídios, fazendo a avaliação psicológica de detentos.

Psicologia organizacional e do trabalho

Selecionar funcionários para empresas. Treinar e formar pessoal especialista em recursos humanos. Promover relações sociais saudáveis entre os trabalhadores. Orientar carreiras e colaborar em programas de reestruturação do trabalho.

Psicologia social ]

Atuar em penitenciárias, asilos e centros de atendimento a crianças e adolescentes. Elaborar programas e pesquisas sobre a saúde mental da população.

Psicologia do trânsito

Tratar problemas relacionados ao trânsito, realizar avaliação psicológica em condutores e futuros motoristas e desenvolver ações socioeducativas com pedestres e condutores infratores, entre outros.

Psicomotricidade

Utilizar-se de recursos para o desenvolvimento, prevenção e reabilitação do ser humano, nas áreas de educação, reeducação e terapia psicomotora. Participar de planejamento, implementação e avaliação de atividades clínicas e elaborar parecer psicomotor em clínicas de reabilitação e nos serviços de assistência escolar, hospitalar, esportiva, clínica, etc.

Neuropsicologia

Atua no diagnóstico, no acompanhamento, no tratamento e na pesquisa da cognição, das emoções, da personalidade e do comportamento sob o enfoque da relação entre esses aspectos e o funcionamento cerebral.

Fonte: Guia do Estudante