Medicina
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a palavra "saúde" como "estado de completo bem-estar físico, psicológico e social e não apenas a ausência de doença". Seguindo a premissa, a Medicina não se resume a um meio para a cura de doenças, sendo também responsável pela propagação do bem-estar. "É preciso ter a clara noção de que o médico é um instrumento de transformação social. A sua atuação na promoção da saúde permite modificar os indicadores de desenvolvimento de um país", diz o médico fisiatra Cláudio Balduíno Souto Franzen, presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers). Seja qual for a especialização, algumas características não podem faltar a quem abraça a Medicina, como dedicação e interesse.O profissional deve permanecer atualizado sobre novas drogas, terapias e equipamentos. No dia adia, o médico faz diagnóstico, analisa exames, receita medicamentos e faz cirurgias. Ele participa ainda de programas de prevenção e de planejamento de saúde coletiva. O mercado de trabalho vem se abrindo com áreas novas em segmentos como genética e estudo sobre os mecanismos da memória. "A busca por conhecimento deve sercontínua, sem esquecer do respeito, da ética e do humanismo, características fundamentais para alcançar o sucesso", afirma Cláudio Balduíno.
O mercado de trabalho
Nunca falta trabalho para um médico. Há oportunidade sem todo o país. No entanto, algumas regiões apresentam demanda maior por esses profissionais. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que 55% dos médicos brasileiros atuam em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. No ranking que demonstra a proporção de médico por habitante nos estados, Rio de Janeiro e Distrito Federal empatam em primeiro lugar,com 292 habitantes por profissional. Os últimos colocados são Piauí (1.282), Pará (1.351) e Maranhão (1.786). Devido aos esforços do governo federal para reverter essa situação no Norte e no Nordeste, os estados dessas regiões vem oferecido mais vagas, principalmente por intermédio do Programa Saúde da Família (PSF). Quem estiver disposto a abdicar do conforto e da infraestrutura das metrópoles encontrará nas regiões mais afastadas trabalho e boa remuneração. "O profissional que escolhe uma área carente do Brasil consegue, geralmente, além de maior êxito financeiro, mais qualidade de vida do que aqueles que optam pelos grandes centros", afirma Claudia Maria Leite Maffei, coordenadora do curso de Medicina da USP, em Ribeirão Preto (SP). Em todo o Brasil também há oportunidades para os graduados que querem se dedicar à formação de outros alunos de Medicina e à pesquisa. O aumento na proporção de idosos na população é um fator que promete aqueceras áreas de cardiologia e geriatria, sobretudo em cidades de médio e grande portes. O mercado está atraente, ainda, para a área de medicina do trabalho e para alergistas, em regiões com grande concentração industrial.
O curso
O currículo é puxado, o período é integral e há seminários e pesquisas, além dos plantões em hospitais. Nos dois primeiros anos, o aluno aprende matérias básicas, como anatomia e patologia.Boa parte das instituições de ensino oferece disciplinas práticas no início do curso para que o aluno vá se familiarizando com as atividades. Lidar com pacientes, só a partir do terceiro ano, nas disciplinas profissionalizantes e no treinamento em atendimento. Os dois anos de residência médica, depois de formado, são para o graduado se especializar. A duração média do curso é de seis anos.
Fique de olho: Alguns cursos de Medicina estão na mira do MEC devido às notas baixas de seus alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Mais informações, no site http://portal.mec.gov.br
O que você pode fazer
Diagnosticar e tratar doenças nas seguintes especialidades:
Acupuntura Aplicação de agulhas.
Alergia e imunologia Mecanismos de defesa do organismo.
Anestesiologia Aplicação de anestésicos.
Angiologia e cirurgia vascular Artérias e veias.
Cancerologia Câncer.
Cardiologia Coração.
Cirurgias (Cardiovascular, de cabeça e pescoço, geral, do aparelho digestivo, pediátrica, plástica e torácica).
Clínica médica Organismo em geral.
Coloproctologia Aparelho digestivo final.
Dermatologia Pele.
Endocrinologia e metabolia Distúrbios hormonais e de metabolismo.
Gastroenterologia Sistema digestório.
Genética médica Doenças genéticas.
Geriatria e gerontologia Moléstias do envelhecimento.
Ginecologia e obstetrícia Aparelho reprodutor feminino, gravidez e parto.
Hematologia e Hemoterapia Sangue, seu uso terapêutico ou de seus componentes.
Homeopatia Clínica geral que utiliza medicamentos preparados a partir de substâncias naturais. Infectologia Doenças infecciosas.
Mastologia Glândulas mamárias.
Medicina esportiva Prevenir e tratar distúrbios originados de atividade esportiva. Dar orientação médica e acompanhar equipes e times.
Medicina geral e comunitária Atuar na prevenção, na cura e na reabilitação de pacientes em conjunto com equipe multiprofissional (com enfermeiro, assistente social e psicólogo).
Medicina legal Realizar autópsias, exames de DNA e de corpo de delito. Dar suporte à investigação de crimes.
Medicina sanitária Desenvolver e aplicar programas de saúde pública. Prevenir a transmissão de doenças e prescrever tratamentos.
Medicina do trabalho Prevenir e tratar doenças causadas pelo ambiente de trabalho ou por práticas profissionais.
Nefrologia Moléstia dos rins.
Neurologia e neurofisiologia Distúrbios do sistema nervoso.
Nutrologia Nutrição.
Oftalmologia Olhos.
Ortopedia e traumatologia Ossos e músculos.
Otorrinolaringologia Ouvido, nariz, boca e garganta.
Patologia e patologia clínica Exames laboratoriais.
Pediatria Crianças.
Pneumologia Pulmões.
Psiquiatria Doenças mentais.
Radiologia e diagnóstico por imagem Exames radiológicos e diagnóstico por meio de imagens. Radioterapia Tratamentos por meio de radiação.
Reumatologia Cartilagens e articulações.
Terapia intensiva Tratamento intensivo de pacientes.
Urologia Vias urinárias.
Fonte: Guia do Estudante
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